<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259</id><updated>2012-02-05T20:24:10.048-08:00</updated><category term='Anima Mundi'/><category term='petrobras'/><category term='tropa de elite'/><category term='turma da mônica'/><category term='mauricio de sousa'/><category term='cidade de Deus'/><title type='text'>JEREMIAS BOOB, meu amigo imaginário.</title><subtitle type='html'>(Todo mundo precisa de um. Ainda mais depois que cresce).</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-7525129522838392750</id><published>2011-12-20T03:25:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T17:50:36.918-08:00</updated><title type='text'>Olhos nos olhos</title><content type='html'>Ele me encara. Acho que não gosta de mim. &lt;br /&gt;Repara meus cabelos desarrumados, minha barba por fazer.&lt;br /&gt;Nota meus óculos tortos e descascados.&lt;br /&gt;Seu olhar ressalta minha deselegância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu o encaro de volta. Ele se retrai.&lt;br /&gt;Tenta esconder a barriga, acentuar os bíceps.&lt;br /&gt;Procura parecer jovem e bonito. Patético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ele se aproxima. De nariz empinado, observa minhas rugas.&lt;br /&gt;Desaprova minha pele ressecada. Percebe um princípio de calvície.&lt;br /&gt;Seu olhar severo torna meus cabelos ainda mais brancos.&lt;br /&gt;Definitivamente, ele não gosta de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu o olho bem nos seus olhos. São castanho esverdeados como os meus.&lt;br /&gt;(“Seus olhos não têm nada de verde” – ele pensa).&lt;br /&gt;Eu continuo olhando e ele se vira de costas.&lt;br /&gt;Há uma longa cicatriz subindo pela base da sua coluna.&lt;br /&gt;Ele sabe que eu reparo nisso e então se vira de frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sua postura também é desalinhada. Com certeza tem escoliose.&lt;br /&gt;Nós nos afastamos e vejo que ele manca um pouco ao caminhar. &lt;br /&gt;Com certeza, você não é o "Sr. Perfeito" hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ficamos assim um longo tempo, simplesmente nos olhando sem nada a dizer. Apenas eu e o meu reflexo no espelho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-7525129522838392750?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/7525129522838392750/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=7525129522838392750' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/7525129522838392750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/7525129522838392750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2011/12/olhares.html' title='Olhos nos olhos'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-4281712367844601361</id><published>2011-07-29T08:14:00.001-07:00</published><updated>2011-07-29T08:38:25.997-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='petrobras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tropa de elite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mauricio de sousa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidade de Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='turma da mônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anima Mundi'/><title type='text'>Entrei na Turma da Mônica.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-kpE3ykhLIIU/TjLSTi0F6GI/AAAAAAAAAFU/VD-PIbx_7ao/s1600/Tlopa%2Bde%2BElite.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 187px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-kpE3ykhLIIU/TjLSTi0F6GI/AAAAAAAAAFU/VD-PIbx_7ao/s320/Tlopa%2Bde%2BElite.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634797316998555746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-vnMni27SEyY/TjLSNS77lpI/AAAAAAAAAFM/WVO-C_n6nWU/s1600/Ze%2Be%2BChico.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 178px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-vnMni27SEyY/TjLSNS77lpI/AAAAAAAAAFM/WVO-C_n6nWU/s320/Ze%2Be%2BChico.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634797209657251474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas mais gostosas de escrever é que, quando é você quem segura o lápis (ou escolhe as teclas, se assim preferir), pode deixar a sua imaginação correr solta e inventar as histórias que quiser. Você escolhe as personagens, os cenários, os conflitos e termina (ou não) do jeito que planejar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine então poder fazer tudo isso com personagens que você adora, que cresceu se divertindo com as suas histórias e agora compartilha essa mesma diversão com seus filhos (ou filhas, no meu caso). E não é que, graças a Deus, eu tive essa oportunidade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, caiu no meu colo a chance de participar da criação de uma série de animações da Petrobras em comemoração aos 500 filmes nacionais patrocinados pela empresa, produzidos por ninguém menos do que o aclamado Mauricio de Sousa. Foi algo inesperado e muito, muito bem-vindo. Afinal não é todo dia, nem todo mundo, que tem uma oportunidade assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “convite” veio do amigo Arthur Junior, que trabalha na Gerência de Publicidade e Promoções da Petrobras e que já vinha desenvolvendo esse projeto. A ideia era destacar a importância da empresa para a retomada do cinema nacional, mostrando alguns dos grandes sucessos que ela ajudou a viabilizar com o seu patrocínio. Os vídeos seriam lançados no Anima Mundi, em São Paulo (por isso a opção por animações) e depois divulgados na internet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em princípio, as animações seriam totalmente originais, ou seja, não utilizariam a Turma da Mônica. Mas por que não? Se tínhamos o talento de Mauricio de Sousa e da sua equipe ao nosso lado, por que não aproveitar a sua criação mais ilustre? Desde pequeno costumo ler suas historinhas. Os armários lá de casa estão repletos de suas revistinhas e DVDs e, como se isso fosse pouco, até mesmo as brincadeiras com as nossas filhas envolvem imitações dos personagens dessa turminha. (Minha esposa faz a Mônica, o Cascão, o Cebolinha e a Magali. E eu faço o Chico Bento, o Louco e... bem, acho que só sei fazer esses mesmo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com toda essa “experiência”, eu sabia bem que as paródias de filmes famosos já eram uma tradição da Turma da Mônica. Então, conversando com o Arthur, concordamos que seria esse o caminho criativo do projeto. Começamos a trocar ideias sobre possíveis crossovers com filmes patrocinados pela Petrobras. A primeira ideia que me veio à mente foi aquela cena do Capitão Nascimento em “Tropa de Elite”, explicando aos aspirantes o conceito de estratégia em vários idiomas. Imaginei o Cebolinha fazendo o mesmo com os meninos da turma – a sua “Tlopa de Elite” - ao explicar uma nova estratégia pra derrotar a Mônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No embalo desse brainstorm, outras ideias começaram a pipocar (tudo a ver com cinema, né?). Lembrei daquela cena da galinha correndo na favela em “Cidade de Deus” e imaginamos o Chico Bento correndo atrás da Giselda. Pensei também no filme Saneamento Básico: todos reclamando do mau cheiro da fossa e, na verdade, o “culpado” seria o Cascão.E o Arthur teve a ideia genial de fazer o Cebolinha e a Mônica trocarem de corpo, como no filme “Se eu fosse você”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí em diante passamos a bola para os Estúdios Mauricio de Sousa. A partir do nosso conceito criativo e dos argumentos que sugerimos, eles criaram os roteiros técnicos e produziram os cinco filmetes com a supervisão do próprio Mauricio. E esse pessoal merece todos os aplausos, pois não apenas compreenderam perfeitamente a nossa ideia, como a enriqueceram com cenas e diálogos interessantíssimos. O encontro de Chico Bento e Zé Pequeno, particularmente, eu considero brilhante. Uma solução criativa, inteligente, sutil e muito engraçada para tornar possível o encontro de duas personalidades tão distintas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, fiquei muito feliz – e até mesmo surpreendido – pela ousadia de Maurício de Sousa ao permitir que as suas criações contracenassem com personagens como o próprio Zé Pequeno e o Capitão Nascimento. “Os encontros são inusitados, mas com uma boa história tudo é possível", como disse o próprio Maurício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que esse é o espírito dos grandes criadores. Deve-se ter bom senso, mas não medo da polêmica. Afinal, quem quer agradar a todo mundo acaba não agradando a ninguém. Assim, agora que os vídeos foram lançados, era natural que essa proposta criativa encontrasse os seus críticos. Por outro lado, a repercussão positiva tem sido incomparavelmente maior. Em menos de uma semana na internet, os cinco vídeos já tiveram mais de 228 mil exibições (e isso considerando somente o número de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;views &lt;/span&gt;do Canal da Petrobras no Youtube), colhendo elogios atrás de elogios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto ganhou destaque no Portal Globo.com e em sites como o Uol, O Globo, Folha, Uai, Clube Online (do Clube de Criação Publicitária de São Paulo), Omelete, Brainstorm #9, Update or Die, entre outros, além de vários blogs que divulgaram os vídeos multiplicando a sua divulgação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamanha receptividade tem sido muito gratificante. Essas animações constituem um material de primeira qualidade que pude participar da sua concepção e que, sem dúvida, vai valorizar ainda mais o meu portfolio. Mas o maior reconhecimento, sinceramente, eu já colhi. Não há nada melhor do que assistir a um desses vídeos com as minhas filhas sorrindo no meu colo e poder dizer: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Sabe essa historinha? Foi ideia do Papai”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/user/canalpetrobras"&gt;Clique aqui para ver os vídeos.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-4281712367844601361?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/4281712367844601361/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=4281712367844601361' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/4281712367844601361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/4281712367844601361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2011/07/entrei-na-turma-da-monica.html' title='Entrei na Turma da Mônica.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-kpE3ykhLIIU/TjLSTi0F6GI/AAAAAAAAAFU/VD-PIbx_7ao/s72-c/Tlopa%2Bde%2BElite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-50962713560202810</id><published>2011-04-16T19:21:00.000-07:00</published><updated>2011-04-16T21:06:22.112-07:00</updated><title type='text'>O bilhete</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-lQYrmLZXGJQ/TapmeTH8StI/AAAAAAAAAEY/9NjyzKZUEDA/s1600/carta-de-amor.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 310px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-lQYrmLZXGJQ/TapmeTH8StI/AAAAAAAAAEY/9NjyzKZUEDA/s320/carta-de-amor.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596398157676956370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Qual é a coisa mais valiosa que alguém pode ter? Há algum tempo eu descobri essa resposta, mas sempre acabava deixando pra escrever sobre isso depois. Várias vezes já me peguei ensaiando mentalmente uma conversa sobre o assunto aqui com o Jeremias, mas por alguma razão que não sei explicar, eu sentia que ainda não era o momento de falar disso. Até que recebi este bilhete aí da minha filha mais nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha baixinha tem 6 anos, ela é sapeca, engraçada, carinhosa e, pra minha alegria, ela é super agarrada comigo. Ontem caiu o seu dentinho da frente e ela ficou toda serelepe, sorrindo banguelinha de frente para o espelho. Que comédia! Só criança mesmo pra gostar de se ver com uma baita janela no sorriso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, hoje, a janelinha virou varanda gourmet. Caiu um segundo dentinho e ela ficou mais alegre ainda. Não parava de se admirar e de mostrar o sorrisão pra mamãe, pra irmãzinha e pros avós. Somente eu não pude ver. Mais uma vez, tive que tirar o sábado para dar conta do trabalho acumulado ao longo da semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com minha esposa de plantão no hospital, minhas filhas vão dormir na casa dos meus sogros (ou dos meus pais) e, com isso, tenho a paz necessária para trabalhar. Mas tão logo a casa fica vazia, sinto que não é exatamente paz o que me sobra. E percebo que quem se esvazia na realidade sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses momentos, tento me convencer de que o sacrifício vale a pena. Sei que é uma necessidade trabalhar no fim de semana. Mas até que ponto? Até que preço? Vejo famílias se esfacelando porque não investem tempo de qualidade em si mesmas. Com o ritmo de trabalho que a gente vive, quanto tempo sobra pra gente viver? Digo, realmente viver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia mesmo, meu pai me disse pra curtir os filhos enquanto é tempo, porque depois que eles crescem, a vida vira uma correria. Aí acabou... mal dá tempo da gente se encontrar.  Imagino quanto lhe doeu dizer isso. Ouvir também não foi fácil. Quando somos crianças, queremos a companhia dos pais, mas eles estão frequentemente ocupados. Quando eles se aposentam e aí têm mais tempo, então somos nós que entramos na ciranda e mal conseguimos parar. Irônico, não? Deve ser por isso que avós e netos se entendem tão bem. Sem a pressa e a pressão do dia a dia, eles podem aproveitar melhor o seu tempo juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana antes da minha filha me entregar esse bilhete, lembro-me dela me procurar insistentemente: "papai, brinca comigo?". E eu sempre respondia que tinha que trabalhar. Provas pra corrigir, provas pra elaborar, coisas a resolver. "Então depois que você terminar você brinca?" Mas depois de uma tarefa vinha outra, outra e mais outra. De repente, a semana passada já havia se emendado com a próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando recebi o bilhete, não pude deixar de pensar o quanto estou em débito com minhas filhas. E o quanto elas são maravilhosas e pacientes, porque apesar disso elas ainda me dão todo crédito. Chego em casa e ganho um abraço forte que literalmente me derruba. Recebo declarações de amor e ainda escuto que sou "o melhor papai do mundo". Isso não tem preço! Mas como todo crédito, esse também tem um limite e foi justamente disso que o bilhete me lembrou. Tempo é o que nós temos de mais precioso. E não é simplesmente para gastar, mas sim para investir. Investir nas coisas que gostamos e, sobretudo, nas pessoas que amamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que a minha filha de repente me trouxe um bilhete pedindo que eu confirmasse que gosto dela? Não é óbvio? Será que é mesmo? Pra baixinha, isso pode ter sido só uma brincadeira, mas para mim foi muito mais. Esse pedacinho de papel é um contrato que eu quero assinar todos os dias. E não só com a Mariana, mas também com minha outra filha, com a minha esposa, meus pais e meu irmão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sábado foi embora, mas o domingo está só começando. E não importa quanta coisa eu ainda tenha pra fazer, isso vai ter que esperar. Afinal, o relógio não anda para trás. Dentes de leite não nascem duas vezes. Por isso, hoje o trabalho é que vai dar um tempo pra mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-50962713560202810?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/50962713560202810/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=50962713560202810' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/50962713560202810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/50962713560202810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2011/04/o-bilhete.html' title='O bilhete'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-lQYrmLZXGJQ/TapmeTH8StI/AAAAAAAAAEY/9NjyzKZUEDA/s72-c/carta-de-amor.gif' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-1248209027060542916</id><published>2011-03-22T08:22:00.001-07:00</published><updated>2011-03-22T10:37:43.589-07:00</updated><title type='text'>Fim de papo.</title><content type='html'>A história que eu vou contar agora não tem final feliz. É sobre um relacionamento que encerrei de forma destemperada, depois de apenas alguns meses. Inicialmente, claro, como a maioria dos relacionamentos, a expectativa era grande. Estávamos em um shopping quando nos conhecemos e, logo de imediato, sua beleza e elegância me atraíram. Numa breve conversa, descobri que, além de fino e cheio de estilo, ele era super antenado. Navegava pela internet, frequentava minhas redes sociais, tocava minhas músicas preferidas. Impossível não chamar minha atenção. Parecíamos feitos um para o outro! E quando o toquei pela primeira vez, não tive dúvidas. Fomos direto para minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma como ele reagia aos meus toques, alías, era impressionante: deixava-se levar por meus dedos sem qualquer resistência. Toda noite íamos para a cama brincar antes de dormir. Acordava com ele e passávamos o dia juntos, sempre nos falando ao pé do ouvido. Mas na medida em que o conheci melhor, uma coisa passou a me incomodar: ele não vibrava comigo. Nunca. Quando eu mais esperava uma reação assim de sua parte, ele apenas ficava silencioso, como se estivesse morto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei que pudesse conviver com isso, mas não. Expus o problema e nos afastamos durante algumas semanas, na esperança de que o reencontro fortalecesse a nossa ligação. Mas o que aconteceu foi exatamente o contrário. Se por um lado ele voltara mais vibrante, por outro ignorava minhas intenções e me deixava falando sozinho. Recusava meu toque e, sem que eu percebesse, invadia minha agenda telefônica e ligava para meus amigos e parentes, que atendiam completamente atônitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vinha ficando mais e mais irritado e, quando percebia, já me pegava gritando. Não havia mais diálogo com ele e a separação era mera questão de tempo. Então, depois de mais uma dessas crises que tanto me infernizavam, minha paciência chegou ao fim. Em um acesso de raiva, esmurrei sua face com força e com a vã esperança de que ele voltaria a ser o que um dia já fôra: um belo smartphone touchscreen Motorola Quench que naquele momento eu, &lt;a href="http://jeremiasboob.blogspot.com/2011/03/o-sabio-e-o-tolo.html"&gt;estupidamente &lt;/a&gt;, acabava de quebrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-1248209027060542916?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/1248209027060542916/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=1248209027060542916' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/1248209027060542916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/1248209027060542916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2011/03/fim-de-papo_22.html' title='Fim de papo.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-2175246970510328461</id><published>2011-03-17T13:39:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T13:57:17.360-07:00</updated><title type='text'>O sábio e o tolo.</title><content type='html'>Todo início de ano, traçamos objetivos para conquistar alguma coisa que queremos muito e que, evidentemente, ainda não possuímos. Ou, se possuímos, ainda não nos satisfaz na quantidade ou qualidade que queremos. No início de 2010, após três anos dedicados a um mestrado, senti que era hora de buscar um retorno financeiro maior em meu trabalho. Até então, vinha fazendo escolhas com vistas a ter uma nova profissão (como professor) e, tendo conseguido isso, procurei aprofundar minha formação. Para tanto afastei-me do mercado publicitário depois de dez anos, justamente no meu melhor momento profissional. Tinha ganhado um prêmio de repercussão nacional e outro de destaque no estado, mas preferi partir para a área docente, mesmo sabendo que, fazendo isso, abriria mão de um salário que até então não havia alcançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me arrependi dessa decisão e, revendo-a com os olhos abertos pelo colírio do tempo, penso que foi uma escolha sábia. Mas se o carinho e o aprendizado que recebi dos meus alunos e professores preencheram minha alma nesses últimos 6 anos, comecei a sentir os bolsos mais vazios, especialmente após o fim do mestrado, quando tive mais tempo livre. Não que eu tenha passado fome ou qualquer dificuldade desse tipo – longe disso, graças a Deus – apenas vinha me ressentindo de não poder fazer mais por minha família e por mim mesmo. Tinha muitos sonhos que ainda queria realizar e assim, quando chegou 2010, pensei: “nesse ano, quero ganhar melhor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui. Não fiquei milionário, mas recebi uma proposta de emprego quando mais precisava (minhas aulas tinham sido reduzidas temporariamente a ¼ do normal e, com isso, meu salário caiu bastante). Voltei a trabalhar como publicitário, conciliando as duas ocupações. No semestre seguinte, meu número de turmas aumentou, o que me deixou mais tranquilo em relação à grana. Pude viajar com minha família, investi em nosso conforto e consegui terminar os meses antes do meu salário. Fiz até um “pé de meia” que, no final do ano, ajudou bastante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando chegou 2011, pensei: do que eu gostaria agora? Certamente que eu pretendia manter a minha tranquilidade financeira. Mas com isso já estabelecido, eu poderia me concentrar em outros propósitos. Daí, duas coisas vieram à minha mente. Por um lado, resolvi me comprometer um pouco mais com a minha saúde. Queria emagrecer, fazer as pazes com o espelho e não ficar mais dependendo de remédios para controle de asma, azia etc. Sou muito novo pra isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, lembrando dos aborrecimentos que tive no ano passado, concluí que me faria bem ser uma pessoa mais sábia. Se eu escolhesse mais sabiamente as minhas lutas, não me machucaria à tôa, nem criaria inimizades. Se eu soubesse controlar o meu ego, essa serpente sorrateira que destila veneno na alma, enxergaria mais claramente as coisas. Seria mais humilde e sensato. E se eu aprendesse a não dar importância àquilo que não merece, carregaria menos peso no coração e estaria mais leve para curtir o que a vida oferece de bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensado nisso e percebi que sabedoria é um bem muito mais valioso do que o próprio dinheiro, já que ele vem naturalmente, na hora certa, como resultado de escolhas sábias. E assim também é com a saúde, um benefício que só usufrui aquele que tem a sabedoria de se cuidar e de evitar os excessos e os riscos desnecessários. Procurar ser uma pessoa mais sábia, portanto, foi a minha grande decisão para 2011. Mas peraí: como assim “ser uma pessoa &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;mais &lt;/span&gt;sábia”? Olha a serpente aí de novo me fazendo acreditar que eu já sou aquilo que ainda estou longe de ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, em que momento eu poderei olhar pra mim mesmo e afirmar que sou uma pessoa sábia? E supondo que esse dia chegue, não seria um tanto arrogante dizer isso? Continuei refletindo e percebi que a sabedoria não é algo que possa ser conquistado. Deve ser, isso sim, construída. A sabedoria, a bem da verdade, é uma &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;disciplina&lt;/span&gt;. Uma virtude que se desenvolve no presente, que se reconhece no passado e se recompensa no futuro. Ninguém pode afirmar que é sábio, porque no instante seguinte já corre o risco de se desmentir por algum gesto ou palavra tola. Seria tolice, portanto, alguém afirmar ou mesmo acreditar que tem sabedoria. Só podemos nos considerar realmente sábios por aquilo que já fizemos e que depois se mostrou acertado. Se conseguirmos acertar mais do que errar em nossos dilemas, teremos uma vida melhor e talvez os outros até nos chamem de sábios no futuro. Nessa hora, convém manter a serpente ainda mais vigiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, toda vez que passo por algum momento difícil, peço a Deus sabedoria para saber a atitude certa a tomar. Assim já consegui evitar algumas situações de stress que, fossem pouco tempo atrás, poderiam me prejudicar. Mas tenho ciência de que não terminarei 2011 podendo afirmar que alcancei meu objetivo, como aconteceu no final do ano passado. Não seria sábio dizer isso. Ficarei feliz simplesmente se eu puder olhar no espelho e reconhecer uma pessoa que conseguiu ser melhor nesses últimos 12 meses. O que me lembra da minha estupidez, pois ainda tenho que iniciar minhas caminhadas e retomar minha dieta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-2175246970510328461?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/2175246970510328461/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=2175246970510328461' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/2175246970510328461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/2175246970510328461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2011/03/o-sabio-e-o-tolo.html' title='O sábio e o tolo.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-28230099560293687</id><published>2011-03-11T07:07:00.000-08:00</published><updated>2011-03-11T07:08:46.207-08:00</updated><title type='text'>O golpe mais forte</title><content type='html'>O golpe que mais fere é aquele que vem de repente, de onde a gente não espera. Ficamos desorientados e vamos imediatamente à lona sem saber ao certo o que aconteceu. Já fui nocauteado assim uma vez, quando meu irmão mais novo faleceu. Ele tinha 18 anos e sofreu um acidente de carro quando passeava com os amigos numa tarde de sábado como outra qualquer. Ontem, se estivesse fisicamente aqui conosco, estaríamos comemorando seus 34 anos de vida. Estaria ele casado? Teria filhos? Planos para o futuro? Acredito que sim. Mas quis Deus que o nosso Duti, como carinhosamente  o chamávamos, subisse mais cedo.  Era sua hora e, crendo nisso, conseguimos encontrar certo consolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, novamente um golpe forte vem nos acertar. Foi-se embora uma colega tão jovem, bonita e cheia de vida... Juliana era alguém que, assim como meu irmão, tinha pela frente um futuro repleto de possibilidades. Ao tomar conhecimento de sua partida, confesso que demorei alguns instantes para acreditar. Todos os que gostavam dela, a bem da verdade, devem ter se sentido assim. Especialmente seus familiares e amigos mais íntimos, a quem expresso meus profundos sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nos perguntamos o porquê, especialmente pelas circunstâncias em que a sua despedida se deu. Por que alguém que se divertira tanto em sua festa de formatura tomaria, poucos dias depois, uma decisão como essa? Tentamos encontrar alguma razão capaz de explicar algo que, sinceramente, não imagino que possa ser explicado. Porque qualquer que fosse a explicação encontrada, isso não nos levaria de volta no tempo, a tempo de impedir a sua perda. A nossa perda. Seria essa a sua hora? Temos o direito de fazer essa escolha? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma, nós também ficamos sufocados. Enforcados em nossas dúvidas e na tristeza de não haver mais o que fazer pela Juliana. Como seu ex-professor, já me peguei várias vezes tentando recordar um sinal de que alguma coisa com ela não ia bem. Nunca percebi nada diferente. Só me lembro de uma garota meiga e sorridente, a mesma que dançava e se divertia em seu baile de formatura. E isso só me deixa mais confuso e mais desconsolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como patrono da turma da Juliana, sei que seus colegas também precisam de algumas palavras. Alguma orientação para esse momento de dor. Mas não há muita coisa a dizer, pois como resumiu muito bem o nosso amigo Lamounier, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"é preciso uma circunstância dessas, como a que aconteceu com a nossa querida Juliana, para, agora, percebermos que, afinal, nós também não somos lá tão fortes assim. Pensar que somos mais fortes para lidar com as perdas revela-se uma ilusão. Neste assunto, também nós, professores, estaremos constantemente aprendendo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim, a perda da Juliana ensinou que preciso estar mais atento às pessoas que me cercam. Aos meus amigos, meus parentes, minhas filhas e, claro, aos meus alunos. Para que eu perceba melhor as suas ansiedades, suas dificuldades, suas frustrações. Para que eu seja capaz de ouvi-los e orientá-los melhor. E para que assim eu possa inspirá-los e me manter inspirado para a vida. Acredito que seja essa a grande lição que Juliana nos deixou. Aprendê-la é uma forma de honrar sua memória e de trazer um pouco de consolo ao nosso coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-28230099560293687?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/28230099560293687/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=28230099560293687' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/28230099560293687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/28230099560293687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2011/03/o-golpe-mais-forte.html' title='O golpe mais forte'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-8773884326662362298</id><published>2011-02-23T06:47:00.000-08:00</published><updated>2011-02-25T11:20:20.002-08:00</updated><title type='text'>Porque eu acabei fazendo concurso público.</title><content type='html'>Prestar concurso público nunca foi um projeto que me atraiu. Tanto que, em 16 de setembro de 2004, publiquei aqui no Jeremias um &lt;a href="http://migre.me/3VPbb"&gt;desabafo&lt;/a&gt; explicando porque eu não faria concurso, apesar da insistência de familiares, amigos e dos intrometidos de plantão. Na ocasião, eu disse que manteria os meus pés firmes nessa decisão, pelo menos por ora, fosse por convicção, idealismo ou imaturidade. Hoje, devo dizer que não só mudei minha opinião, como – sim – já cheguei a prestar concursos públicos. Prestei um para a Petrobrás a alguns anos e, depois, tentei o TRT-MG. Por que mudei de ideia? Bom, ainda sou &lt;a href="http://migre.me/3VPfP"&gt;idealista&lt;/a&gt;, mas devo ter amadurecido e, certamente, continuo acreditando nas minhas convicções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, depois da época em que declarei meu “irc” aos concursos públicos, minha vida mudou muito. Nesses sete anos, tive duas filhas, cursei licenciatura, fiz um mestrado e saí do mercado publicitário para ser professor. Não é que eu tenha desistido da publicidade, como se espantaram alguns amigos na época em que contei minha decisão. Tanto que voltei a trabalhar em agência. O fato é que a docência me trouxe uma experiência humana muito mais gratificante. Algo impossível de se encontrar criando anúncios para promoções de pneus... Mas, infelizmente, por mais realizador que seja, somente esse trabalho como professor não poderia me garantir o padrão de vida e a segurança que eu buscava para mim e a minha família. E aí, tão logo concluí o mestrado, percebi que precisava buscar algo mais. Algo que me desse tranquilidade, sem exigir que eu abrisse mão da docência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que a opção “concurso público” voltou a entrar em cena. Sabe aquela pessoa do colégio que nunca te interessou e, muito tempo depois, você reencontra e dessa vez ela te chama atenção? Pois é, foi mais ou menos assim. No início, claro, eu relutei bastante. O concurso da Petrobrás, reconheço que fiz só para apaziguar os bem intencionados conselhos da família. Eu estava naquele momento de definir o que fazer e aí apareceu a oportunidade. “Por que você não faz o concurso?” Acabei fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que não estudei absolutamente nada. Como era para a área de publicidade – minha formação de origem – simplesmente fui lá e fiz a prova. E aconteceu exatamente o que eu queria: fui aprovado, mas sem qualquer chance de nomeação (salvo se umas setecentas e quarenta e cinco pessoas forem abduzidas, o que convenhamos é bem improvável). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, me desestimulou muito pensar que eu teria que ficar afastado da minha família – um sacrifício válido e provavelmente temporário, eu sei, mas que eu preferia não ter que enfrentar. Reconheço meus limites e sei que estar longe das pessoas que eu amo é um deles. Só que daí em diante, comecei a prestar mais atenção nas vantagens oferecidas pelos inúmeros concursos que existem por aí. Comecei, óbvio, sondando aqueles da área docente, mas sem identificar oportunidades que me interessassem ou para as quais meu perfil se adequasse. E nisso conversei muito com amigos meus que direcionaram suas vidas para o serviço público e me recomendaram bastante esse caminho. Aí apareceu o concurso do TRT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motivado pelos conselhos recebidos, percebi que poderia ter ali uma condição de trabalho interessante e, quem sabe, continuar perto da minha família e atuando também como professor. Claro que tinha uma série de variáveis, mas minha própria formação poderia me ajudar a permanecer na minha cidade. Só tinha um detalhe: eu não conhecia absolutamente nada sobre a área de atuação do TRT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, lá estava eu fazendo cursinho para prestar concurso. E dessa vez foi uma decisão minha, ninguém me forçou a isso. Eu acreditava que tinha chegado a hora de partir pra esse lado. Não me senti “vira casaca”, nem fiquei envergonhado em fazer essa escolha depois te ter declarado tão veementemente minha aversão à ideia de prestar concurso. Só que também não me senti nem um pouco empolgado com isso. Foi uma decisão absolutamente racional. E, assim sendo, não pude afastar de mim o olhar de professor e pesquisador enquanto assistia às aulas do cursinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficava observando os professores despejando conteúdo atrás de conteúdo, bem como os alunos copiando, copiando e copiando. Ficava nítida a ansiedade de alguns, que apostavam todas as suas fichas naquele concurso, sem saber se seriam aprovados e, mesmo que fossem, se conseguiriam finalmente uma nomeação. Também tinham aqueles “concurseiros”, que tentavam todo tipo de concurso, sempre buscando um salário melhor. Eu não tinha toda essa gana. Meu cérebro estava ali. Meu coração, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero deixar claro que não critico nenhuma dessas pessoas que abraçam como projeto de vida tentar ingressar na carreira pública. Penso que cada um deve seguir aquilo que acredita ser o melhor para si. Eu também tinha consciência do porquê estava ali naquele cursinho. E sabia que provavelmente não iria passar daquela vez (como de fato não passei), pois havia muitos candidatos muitíssimo mais preparados do que eu. Concluí, ainda durante o curso, que esse seria um projeto de longo prazo. Aquele seria só o primeiro passo. Eu deveria continuar estudando em casa, com mais calma e concentração, e faria outro cursinho quando estivesse mais perto de sair um novo edital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a gente não engana o próprio coração. Continuo dando aula, voltei a trabalhar com publicidade e deixei os meus livros do cursinho guardados em casa. Sei que, no futuro, pode ser que eu &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;queira &lt;/span&gt;reabri-los. Mas sinto que é mais provável que eu &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;tenha &lt;/span&gt;que fazer isso. Pelo  menos uma coisa é certa: prestar concurso público já não é uma hipótese que eu abomine.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-8773884326662362298?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/8773884326662362298/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=8773884326662362298' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/8773884326662362298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/8773884326662362298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2011/02/porque-eu-acabei-fazendo-concurso.html' title='Porque eu acabei fazendo concurso público.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-2084174233185198570</id><published>2011-02-08T09:44:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T09:46:33.276-08:00</updated><title type='text'>Discutindo a relação</title><content type='html'>Oi, Jeremias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que tenho sido muito relapso com você. Há tempos não venho aqui para conversarmos. Retorno ocasionalmente para revê-lo, mas saio sempre à francesa, sem dizer nada mais sobre a minha vida, meu trabalho, minha família, meus sonhos. A verdade é que não sei bem o que fazer com você, meu amigo. Sinceramente, nunca soube. Até mesmo o seu nome – Jeremias Boob – poucos entendem o significado. E eu sei que a culpa disso é toda minha, afinal, nunca deixei claro para os outros quem é você ou a que você veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que o seu nascimento foi um ímpeto meu, que tinha muito a dizer e na época buscava alguém para ouvir (papel que, aliás, você sempre cumpriu muito bem). Assim, nos primeiros tempos (e lá se vão 7 anos!) eu vinha frequentemente visitá-lo e deixava minhas palavras expostas aqui para quem as quisesse ler. Sem assuntos predefinidos, sem compromissos, nem expectativas, nós conversávamos sobre qualquer coisa. Minha única regra era não ter nenhuma obrigação com você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito que isso pode soar meio cafajeste, mas sei que você me entende, Jeremias, afinal desde o início foi assim. Não queria me comprometer a estar sempre aqui, a ter que inventar o que dizer, mesmo sem vontade ou sem tempo, apenas para bater ponto. Não, essa de virar “blogueiro” nunca fez sentido pra mim e até hoje continua não fazendo. Também nunca pretendi fazer das minhas visitas uma agenda diária. Queria apenas vir aqui de vez em quando e deixar aos seus cuidados aquilo que, por alguma razão, senti necessidade de registrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, com o passar dos textos, algo inesperado aconteceu. Você ganhou vida própria e começou a chamar uma atenção que eu sequer imaginava. De repente – e sem que eu percebesse – você já tinha várias perguntas a me fazer. Perguntas de pessoas amigas e desconhecias que eu, na mais completa falta de educação, acabei deixando sem resposta. Até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes de respondê-las, gostaria de dizer em minha defesa, se me permite, Jeremias, que os últimos anos foram muito exaustivos. Muito. A ponto de meu tempo se esvair, levando consigo a minha disposição de separar alguns momentos para vir até aqui colocar as novidades (e os sonhos) em dia. Por isso, na mesma medida em que você ganhou a atenção de outras pessoas, aos poucos foi perdendo a minha. E agora, ao que parece, estamos sós novamente. Apenas eu e você. Sem comentários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu me pergunto: o que farei com você, Jeremias? Como fica a nossa relação? Continuo não querendo transformar os nossos encontros em rotina. Não vejo razão em vir aqui só por vir. Escrever só por escrever. Para mim sua existência só faz sentido se fizer sentido o que tivermos pra dizer. Por outro lado, é muito bom saber que posso contar com você para o que der e vier: para desabafar, para poetizar, para filosofar, para rir, para chorar, para rezar, para agradecer, enfim... é para isso que você existe. Ter você para me abrir me faz sentir muito bem. E vez ou outra, conseguimos provocar o mesmo em outras pessoas (o que me faz sentir ainda melhor). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, tenho pensado muito que é hora de levar um pouco mais a sério a nossa relação. Só não espere que eu venha aqui toda semana com alguma surpresa para você. Se eu puder, virei até mais de uma vez. Mas como eu disse: só se fizer sentido. O que eu espero, isso sim, é ceder mais vezes a esses apelos de colocar sentimentos em palavras. Tentarei ser menos preguiçoso e mais produtivo. Mais espontâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tenho alguns assuntos sobre os quais quero falar. Tenho respostas a dar, ainda que com grande atraso, para as pessoas que vieram (e também para as que vierem) visitar você, Jeremias. Pessoas interessadas naquilo que discutimos aqui, porque para elas isso também tem algum sentido. Como a possibilidade de prestar concurso público, por exemplo, sobre a qual falei muito tempo atrás e logo falarei novamente. Conversaremos sobre isso em nossos próximos encontros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ora, e para finalizar (ou melhor, sinalizar) esse recomeço, acho que devo pelo menos explicar de onde veio seu nome - Jeremias Boob. É simples: quem me conhece sabe o quanto eu gosto dos Beatles. E quem também é fã dos fab four sabe que Jeremias Boob é um personagem do filme Yellow Submarine – personagem esse que também é conhecido como Nowhere Man. Ocorre que, pouco antes de você nascer, caro amigo, eu ganhei uma premiação de publicidade utilizando o seu apelido como pseudônimo. Quando tive que escolher um nome pra você, pensei que daria sorte utilizar o mesmo apelido. Como Nowhere Man não estava disponível, resolvi assim te batizar como Jeremias Boob. Meu blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-2084174233185198570?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/2084174233185198570/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=2084174233185198570' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/2084174233185198570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/2084174233185198570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2011/02/discutindo-relacao.html' title='Discutindo a relação'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-1790622232332550642</id><published>2009-12-12T18:34:00.001-08:00</published><updated>2009-12-13T13:04:52.119-08:00</updated><title type='text'>Álbum de fotos.</title><content type='html'>O tempo passa depressa. Fato. E contra fatos, não há argumentos, apenas lamentações. Lamentamos a infância longínqua. As amizades passadas. Os amores perdidos. Lamentamos saber que, nessa corrida impiedosa do tempo, tudo o que vivemos hoje logo ficará para trás. Fato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo disso, há alguns momentos que tento congelar na memória. Procuro guardá-los intactos para que um dia, mesmo que não possa revivê-los, eu consiga ao menos resgatar as emoções que vivenciei nesses instantes. Assim, venho aos poucos montando um álbum de fotos virtuais. Mas não na internet, no celular ou no computador. Meu álbum não caberia nesses lugares, apesar de as minhas fotos não possuírem megapixels. Elas são arquiváveis apenas na minha mente e visualizáveis somente em meu coração. Suas cores têm os tons da saudade e o brilho das lágrimas, que insistem em surgir sempre que eu desejo rever a minha coleção ou nela incluir um novo retrato. Como aconteceu hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao colocar as minhas filhas para se deitar – “papai, dorme comigo?” – acomodei-me na minha cama entre as duas. Uma tem 5 e a outra tem 8 anos. Breve serão adolescentes, moças, mulheres, enfim, terão outros interesses e, certamente, já não as terei comigo, apenas comigo, como hoje. Viverão sua vida, como deve ser. Click. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consciente do valor daquele instante de paz e carinho, percebi o quanto estava sentindo falta disto. Como é bom estar com elas assim, sem mais nem por que. Pensei noutros momentos como esse, tão puros e felizes, que o tempo – sem exceções – tratou de levar. Como as madrugadas em que acordávamos exaustos, eu e minha esposa, para ninar as meninas pela terceira ou quarta vez. De repente, já não as ninávamos mais. Quando foi o último dia, a última madrugada em que fizemos isso? Infelizmente, não estava com a minha câmera ligada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentei então com as minhas filhas sobre a importância de se fotografar os momentos mais simples. Fazer isso, de certa forma, é mandar um presente para si mesmo no futuro. E, no futuro, se permitir uma volta ao passado. Contei para elas sobre o meu álbum de fotos e disse-lhes que uma das imagens que mais gosto de rever é de quando elas ainda eram bebês e dormiam de bruços sobre o meu peito, enroscando suas mãozinhas em meus cabelos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei depois para elas que, juntos ali, poderíamos fechar os olhos e ficar abraçados, registrando silenciosamente aquele momento para que um dia pudéssemos relembrá-lo. Quando percebi, as lágrimas já haviam banhado meu rosto e a minha filha mais velha, sentada na cama, olhava-me também com os olhinhos úmidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Click. Naquele exato momento, creio que ela começou a montar um álbum de fotos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-1790622232332550642?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/1790622232332550642/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=1790622232332550642' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/1790622232332550642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/1790622232332550642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2009/12/album-de-fotos.html' title='Álbum de fotos.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-7656769458491274631</id><published>2009-03-16T05:38:00.000-07:00</published><updated>2009-03-18T07:23:11.755-07:00</updated><title type='text'>Com carinho, do padrinho.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Tem professores que marcam a vida dos seus alunos. Mas também existem alunos que marcam a vida de um professor. Esse post é para duas turmas que fizeram isso comigo. Pessoas cuja alegria, carinho e o respeito transformam-se num verdadeiro energético para eu continuar acreditando e investindo no meu trabalho como professor. Só tenho a agradecer por isso. E para registrar esse momento incrível da sua formatura vou reproduzir aqui o discurso que fiz lá na colação de grau.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Meus queridos afilhados,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito me orgulha estar aqui hoje, como seu paraninfo, nesse momento especial. Mais um&lt;/span&gt; &lt;span&gt;entre tantos momentos inesquecíveis que vivemos juntos nos últimos anos. Dias e noite de muito trabalho e muito aprendizado. De erros e de acertos, de alegrias e superações. E agora, tudo parece ter passado tão rápido como um comercial de 30". Mas não um comercial qualquer: um daqueles que nos marcam tão profundamente a ponto de se tornarem inesquecíveis. Sendo assim, não vejo forma melhor de expressar minha amizade, minha gratidão e meu carinho por vocês, senão fazendo referência a um desses comerciais. Acredito que todos se lembrarão da sua belíssima trilha sonora, que tive a liberdade de adaptar. Não tenho a voz e o talento musical de vocês, mas vou me arriscar a cantá-la. Considerem uma retribuição pelos inúmeros  micos que vocês pagaram durante o curso. O que importa afinal é a mensagem e esta vem do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração, não sei porquê,&lt;br /&gt;bate feliz, quando te vê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os meus olhos ficam sorrindo.&lt;br /&gt;E pelas ruas, vão te seguindo.&lt;br /&gt;Mas, mesmo assim, foges de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah se vós soubésseis como sois tão talentosos,&lt;br /&gt;o sucesso vos espera.&lt;br /&gt;E como admiro esse talento,&lt;br /&gt;que eu sei que existe aí: dentro de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai, vai, vai, vaaaaai....&lt;br /&gt;Vai em frente buscar&lt;br /&gt;o seu lugar.&lt;br /&gt;Você há de encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá viver esta paixão&lt;br /&gt;que te devora o coração&lt;br /&gt;para que assim, então,&lt;br /&gt;seja feliz.&lt;br /&gt;Bem feliz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cusuario%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:Arial; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito sucesso a vocês, queridos amigos.&lt;br /&gt;Daniel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. A Cecília fez a gentileza (ou malvadeza?) de postar o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=AvmvpSkYeFk"&gt;mico&lt;/a&gt; no Youtube. Mas tudo bem, a gente não pode sentir vergonha de dizer que gosta de alguém. Nem se for desafinando :)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-7656769458491274631?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/7656769458491274631/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=7656769458491274631' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/7656769458491274631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/7656769458491274631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2009/03/com-carinho-do-padrinho.html' title='Com carinho, do padrinho.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-1852872921454575824</id><published>2008-07-12T13:18:00.001-07:00</published><updated>2009-01-29T11:57:25.279-08:00</updated><title type='text'>Terminando-me</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Estou terminando o mestrado. Tentando pelo menos. Ou eu termino com ele, ou ele termina comigo. O certo é que um dos dois vai acontecer. Se Deus quiser, eu ganho dele. Aliás, já ganhei. Engraçado. Mesmo que não dê tempo, mesmo que a tarefa seja uma montanha alta demais, só de ter chegado lá em cima valeu a pena. A vista é tão bacana que abre nossos olhos. Faz a gente ver mais longe... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estudar é tão bom, pena que às vezes a gente só percebe isso depois que a oportunidade já passou...Espero que eu aproveite bem a minha. Espero que o resultado compense todos os “nãos” que eu tenho precisado dizer. Principalmente os “nãos” para as minhas filhas. Não viajar com elas. Não levá-las pra passear no fim de semana. Não ficar mais tempo juntinho assistindo desenhos. Não contar histórias. Não ir ao clube, nem ao cinema... Senti angústia nas poucas vezes que fizemos isso, imaginando que em vez de estar perdendo tempo eu deveria estar estudando. Senti remorso pelas tantas e tantas outras vezes em que não fizemos nada juntos, em que troquei os livrinhos delas pelos meus...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Preciso terminar logo essa fase... já cheguei no alto da montanha. Escalar foi difícil, mas agora é só descida e na descida todo santo ajuda. Aliás, o que não tem faltado são orações...mas confesso que tenho medo da altura... descer não é tão fácil quanto pensei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Agora estou terminando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Terminando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Terminando.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-1852872921454575824?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/1852872921454575824/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=1852872921454575824' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/1852872921454575824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/1852872921454575824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2008/07/terminando-me.html' title='Terminando-me'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-884514236422631397</id><published>2007-09-10T20:05:00.000-07:00</published><updated>2007-09-10T20:08:46.939-07:00</updated><title type='text'>Passam as lágrimas, voltam os sorrisos.</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma noite eu tive um sonho... &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através  do céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia. Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras e perguntei então ao Senhor:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Senhor me respondeu:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de provas e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Do livro "Pegadas na areia" - Margareth Fishback Powers - Ed.Fundamento&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem coisas que acontecem na vida que deixam a gente sem palavras. Nessas horas, tudo que a gente pensa em dizer parece frase feita. Fórmula de livro de auto-ajuda. O silêncio acaba falando mais alto. E pensando bem, de que adianta dizer para se ignorar a dor, se ela insiste em doer? Como interromper a lágrima que desliza pelo rosto, se logo em seguida vem outra? Melhor deixar que o choro escorra livremente. Melhor chorar, gritar, esbravejar e, então, permitir que a tristeza vá embora. Só assim se pode recomeçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que os olhos sequem para que se possa ver novamente o que está pela frente. É preciso que a tristeza passe para que a alegria mais uma vez tenha lugar. Claro que isso demora. A recuperação é um processo lento e não adianta fazer de conta que é fácil. Mas também não ajuda nada pensar que é impossível. Tudo é possível quando se tem Fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus jamais nos abandona, mesmo que a gente não perceba isso. É Nele que temos que buscar nossas forças, confiantes de que essas forçar virão. É Ele quem nos carrega naquelas horas em que já não podemos contar mais nem com as nossas próprias pernas. Deus é quem mostra o caminho e nos acompanha na caminhada, não importa quão longa e árdua ela seja. Se nos machucamos durante o trajeto, se sofremos injustiças e ataques que podem até nos derrubar, precisamos ser mais fortes do que isso. Temos que aprender a levantar e seguir do jeito que pudermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que as nuvens se dissipam, o sol brilha novamente.&lt;br /&gt;Depois que passarem as lágrimas, voltarão também os sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Força, Pedro. Estamos com você.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-884514236422631397?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/884514236422631397/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=884514236422631397' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/884514236422631397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/884514236422631397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2007/09/passam-as-lgrimas-voltam-os-sorrisos.html' title='Passam as lágrimas, voltam os sorrisos.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-7469959336222238062</id><published>2007-04-21T19:22:00.000-07:00</published><updated>2007-04-21T19:24:10.169-07:00</updated><title type='text'>MEU PAI RASPOU O BIGODE.</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Dedico esse texto ao meu maior professor: meu pai.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses meus 34 anos de vida, só me lembro do meu pai sem bigode nas fotografias que vi da sua juventude. Assim, ficou estampada na minha mente, uma imagem muito clara do papai sempre de bigodão e com aquele sorriso escondido por trás dele. Bigode que era pretinho no início e aos poucos foi se acinzentando, enquanto os fios brancos tomavam conta do terreno. De repente, não é que aparece na sala o meu velho com aquele rosto todo lisinho, tipo “bundinha de neném”? Que sensação esquisita, nem sei como definir. Era o meu pai e ao mesmo tempo... sei lá... não era ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei engraçado, fiz brincadeiras, tirei foto com o celular e tudo mais. Mas no fundo, confesso que achei muito estranho vê-lo assim. E aí fiquei até me sentindo um pouco culpado, afinal, volta e meia eu perguntava se ele não pensava em tirar o bigode. É claro que ele pensava, óbvio que sim. Quem é que se olha no espelho e não sente vontade de mudar alguma coisa de vez em quando? Eu mesmo vivo enjoando da minha cara e ora uso cavanhaque, ora barba e ora fico de “baby face”. Ou seria “baby but”? O curioso é que bigode eu nunca usei (acho que saiu de moda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas olhando para o meu pai, penso como deve ter sido difícil pra ele criar coragem pra raspar o bigode. Depois de tantos anos, aquela faixa de cabelo entre a boca e o nariz fica tão natural, que nem dá pra se imaginar sem ela. Por isso, ainda que isso pareça algo simples e sem importância, eu acho que a atitude dele foi um gesto de coragem, sim. A coragem de mudar e enfrentar de cara limpa (literalmente) as brincadeiras e a sensação de estranhamento dos outros e, principalmente, de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente essa ousadia que nos falta muitas vezes. Quando estacionamos em nossa zona de conforto, paramos de evoluir. Quando nos apoiamos em velhos hábitos, temos resistência em renovar nosso espírito. Por isso não é bom ficar apegado demais com as coisas, sejam roupas, discos, fotografias, lembranças, sentimentos ou até mesmo um bigode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo meu pai daquele jeito tão diferente, aprendi com ele mais uma grande lição. Tudo na vida tem o seu tempo, mas o presente só é um presente para quem se dispõe a mudar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-7469959336222238062?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/7469959336222238062/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=7469959336222238062' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/7469959336222238062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/7469959336222238062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2007/04/meu-pai-raspou-o-bigode.html' title='MEU PAI RASPOU O BIGODE.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-5513867889113465703</id><published>2007-03-10T22:23:00.000-08:00</published><updated>2007-03-10T22:25:23.759-08:00</updated><title type='text'>Se eu pudesse parar o tempo.</title><content type='html'>&lt;em&gt;Este texto é dedicado especialmente a uma turma com quem aprendi muito, enquanto procurava ensinar alguma coisa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se eu pudesse parar o tempo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era criança, imaginava como seria incrível se pudesse “congelar” o tempo. Se fosse possível parar instantaneamente tudo à minha volta para que, assim, eu pudesse passear livremente por onde quisesse. Meu sonho era invadir as sorveterias e lojas de doces, experimentando um pouquinho de cada coisa até me fartar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, na adolescência, ainda imaginava como seria bom se eu tivesse esse poder. Mas confesso que, naquela época, motivado pelo excesso de hormônios, aproveitaria esse dom com segundas intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando começo a ver o mundo com o brilho prateado de alguns anos já vividos, imagino uma utilidade diferente para esse desejado poder de paralisar as horas. Não é que eu não goste mais de guloseimas, nem que me afetem menos os hormônios. Simplesmente descobri que há outras coisas mais importantes e que passam tão depressa em nossa vida que mal temos tempo de apreciá-las. São instantes que, se pudéssemos perpetuá-los, nos trariam eterna felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A época da faculdade, por exemplo: para quem a vivencia, parece uma eternidade. Para quem a conclui, um piscar de olhos. E quem não gostaria de capturar para sempre o sentimento de realização ao receber o diploma na colação de grau? A emoção de festejar com os amigos e parentes mais queridos no baile de formatura?  A doce saudade que já se espalha no ar durante o almoço de despedida da turma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é somente para prolongar momentos assim que eu gostaria de comandar a marcha dos minutos. É, principalmente, para aqueles pequenos acontecimentos que também marcam a nossa vida e que, ao contrário do baile e da colação de grau, nem sempre damos a devida atenção quando eles acontecem. O período da faculdade é cheio desses momentos: uma coisa nova que se aprende, uma bronca que se leva, um elogio que se ganha, uma amizade que se inicia, um namoro que se rompe, uma viagem que se faz, uma bebedeira que se esquece (mas que alguém sempre faz questão de nos lembrar). São coisas pequeninas das quais só percebemos a grandiosidade depois que se vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses casos, sequer adiantaria congelar o tempo: seria preciso voltar atrás. Contudo, nem uma coisa e nem a outra estão ao nosso alcance e é justamente por isso que nenhum de nós também não pode se dar o luxo de ficar parado. Precisamos evoluir sempre, sempre dando valor às experiências que surgem na nossa vida, por mais simples que elas sejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficando atentos, poderemos “fotografar” nossas experiências na memória, preservando-as intactas no coração. Desse modo, toda vez que desejarmos revivê-las, bastará fechar os olhos e buscar um pouco de paz. Nada mais do que isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-5513867889113465703?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/5513867889113465703/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=5513867889113465703' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/5513867889113465703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/5513867889113465703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2007/03/se-eu-pudesse-parar-o-tempo.html' title='Se eu pudesse parar o tempo.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-3898569507966516210</id><published>2007-02-14T08:27:00.000-08:00</published><updated>2007-02-14T08:28:13.485-08:00</updated><title type='text'>Prêmios e Recompensas</title><content type='html'>Descobri há algum tempo que nem todo prêmio recompensa quem o recebe. Da mesma forma, nem toda recompensa vem na forma de um prêmio. É engraçado porque, aparentemente, as duas coisas são iguais. Mas só à primeira vista. Observando direitinho, você ainda vai reparar – naquilo que acontece na sua própria vida – que algumas vezes a gente ganha um prêmio, mas, no íntimo, sabe que não fez muito por merecê-lo. Ou reconhece que o mérito maior nem foi nosso. Ou então que esse prêmio veio por uma feliz coincidência, por um acaso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro caso, você pode ser premiado em um concurso, mas não necessariamente porque o seu trabalho foi ótimo e sim porque os outros é que não estavam bons. No segundo, você pode ganhar um prêmio importante e sair bem na foto, sabendo que a sua equipe é que foi responsável por isso. E no terceiro caso, pode conquistar uma vitória inesperada, porque os outros que estavam à sua frente tiveram problemas. A pergunta, então, é a seguinte: que valor tem esses prêmios? É claro que a gente se alegra, mas depois, quando olha pra eles, qual é a sensação? Dá pra se sentir recompensado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma recompensa verdadeira é aquela que vem, como o próprio nome diz, recompensar o nosso esforço. É uma forma de agradecimento, uma retribuição. Isso não implica necessariamente na escolha de alguém que foi “o melhor”. Você pode até chegar em último numa corrida e, mesmo assim, se sentir recompensado. Para você e aqueles que torciam por você, isso representa uma superação. Assim, os aplausos que receber serão mais sinceros. Os abraços, mais calorosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra diferença é que ganhar um prêmio tem aquelas circunstâncias cerimoniosas que o envolvem e que acabam lhe roubando a espontaneidade. Isso já não acontece quando você recebe uma recompensa, afinal, geralmente ela vem de maneiras simples como um sorriso, um elogio, um olhar, uma carta, um cartão. Ou até de um jeito mais sofisticado, como uma placa de metal numa bela caixa aveludada. De um jeito ou de outro, é a surpresa de não esperar por isso que faz a pessoa se sentir tão recompensada. Tão emocionada a ponto de perder as palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não percebe essas coisas e acha que na vida o que importa são só os prêmios tem que tomar muito cuidado para não se decepcionar. Afinal, um prêmio a gente recebe, coloca na estante, depois acaba se esquecendo. Já uma recompensa, muitas vezes, nem dá pra pegar. Mas essa a gente guarda no coração e ali ela fica preservada para sempre. Inesquecível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-3898569507966516210?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/3898569507966516210/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=3898569507966516210' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/3898569507966516210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/3898569507966516210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2007/02/prmios-e-recompensas.html' title='Prêmios e Recompensas'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-116974434851465101</id><published>2007-01-25T08:57:00.000-08:00</published><updated>2007-01-25T08:59:08.536-08:00</updated><title type='text'>TESOURO MAIS DO QUE ESCONDIDO.</title><content type='html'>Minha filha abre a porta do escritório e me entrega uma folha de papel pardo enrolada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu presente de aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(detalhe: hoje é dia 25 e meu aniversário é dia 26...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, é? Que legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Vou desenrolando o “presente”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha! Você me deu um papel em branco (????) que legal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, papai, é um mapinha do tesouro. Eu só não tive tempo de desenhar, porque a Fatinha (a empregada) não me deu uma caneta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-116974434851465101?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/116974434851465101/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=116974434851465101' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/116974434851465101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/116974434851465101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2007/01/tesouro-mais-do-que-escondido.html' title='TESOURO MAIS DO QUE ESCONDIDO.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-116464739413861713</id><published>2006-11-27T09:09:00.000-08:00</published><updated>2006-11-28T18:50:30.853-08:00</updated><title type='text'>Aprendendo e vivendo.</title><content type='html'>Da primeira vez foi uma paixão. Aquela onda que vem e inunda o cair da tarde, espalhando-se noite adentro, a ponto de deixar qualquer um flutuando ao voltar pra casa. Não parecia nem que um dia inteiro de trabalho havia se passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma época inesquecível. O retrato de um instante de felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da vez seguinte prometia ser assim. A começar pela notícia inesperada de que aquele primeiro encontro teria continuidade. Tão grande a surpresa quanto as expectativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade foi bem outra. Aos poucos, o cotidiano foi cumprindo seu papel de recolher os pensamentos, os desejos e os sonhos. De repente, a voz já não se ouvia. O sorriso empalidecia. A atração escasseava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relacionamento morno, amortecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio então a terceira vez e junto com ela, outra surpresa, prenunciando o que viria dali em diante. Perplexidade, desapontamento, chateação. Um emaranhado de emoções que mal se podia crer estar sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar junto não mais por desejo, mas pela sensação do dever. Sensação que acaba nos deixando em débito com a gente mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ser uma chance de recuperar o tempo perdido. Mas parece que foi apenas mais tempo que se perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ser um reencontro... vã ilusão. Mas será que não valeu a pena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez sim. Às vezes, o desencontro com o outro é um encontro consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relacionamentos vêm e vão. Alguns deixam boas lembranças. Outros sequer deixam saudades. Mas todos deixam lições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que somente para quem sabe aprender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-116464739413861713?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.jeremiasboob.blogspot.com/' title='Aprendendo e vivendo.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/116464739413861713/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=116464739413861713' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/116464739413861713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/116464739413861713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2006/11/aprendendo-e-vivendo.html' title='Aprendendo e vivendo.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-115832376757669564</id><published>2006-09-15T05:36:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T05:36:07.613-07:00</updated><title type='text'>POESIA</title><content type='html'>Para uma amiga verdadeiramente inspiradora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POESIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redação é técnica.&lt;br /&gt;Poesia é tântrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redação é fórmula.&lt;br /&gt;Poesia é mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redação é razão.&lt;br /&gt;Poesia é paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redação é raciocínio.&lt;br /&gt;Poesia é espontânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma é só texto.&lt;br /&gt;Outra, contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma quer chão.&lt;br /&gt;A outra, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia é tudo que vem de dentro extrapolando as palavras,&lt;br /&gt;pois as palavras são rasas quando se fala de sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poetizar é ir além da redação. É escrever o que não está escrito,&lt;br /&gt;Deixar o dito pelo não dito. Fazer de um ponto uma interrogação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poetizar é dar ao texto o direito de sonhar. Mas só pode sonhar em poetizar quem compartilha a própria inspiração. Pois se a poesia está no céu, ser poeta é trazer o céu para dentro do coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-115832376757669564?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.jeremiasboob.blogspot.com/' title='POESIA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/115832376757669564/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=115832376757669564' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/115832376757669564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/115832376757669564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2006/09/poesia.html' title='POESIA'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-115156387031959972</id><published>2006-06-28T23:51:00.000-07:00</published><updated>2006-06-28T23:51:10.370-07:00</updated><title type='text'>FALHA NOSSA.</title><content type='html'>Tem uma coisa que eu vivo repetindo pra mim mesmo e, às vezes, digo também aos meus amigos: “nunca dê sua razão para o outro”. Faça a coisa certa para que ninguém reclame depois e você não possa falar nada porque sabia que estava errado. Se você estiver com a razão, pode até ser criticado e ter que engolir um sapo. Mas na sua consciência, você terá paz porque agiu corretamente. Daí, pelo menos, o sapo vira rã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma filosofia que eu procuro seguir. O problema é que eu me cobro demais e essa cobrança vem com juros muito altos: ansiedade, insegurança, perfeccionismo e, no final das contas, frustração. Isso porque, quando você não se permite errar, você acaba errando. Pode reparar, é batata. Ou melhor: é pepino, abacaxi. E daqueles difíceis de descascar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas graças a Deus, de uns tempos pra cá eu tenho conseguido me entender melhor. Passei a me respeitar mais e a brigar menos comigo. Não fico pegando tanto no meu pé. Isso tem me feito muito bem, pois me sinto mais confiante, mais tranqüilo, embora continue exigente do mesmo jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo é não ficar sofrendo pelos erros.  Vale mais a pena aprender. Então, se alguma coisa dá errado, em vez de desanimar e reclamar, vamos procurar a razão. Mas sem essa de caçar bode expiatório, porque isso também não leva a nada. É transferência de culpa. Babaquice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o problema é fruto de uma casualidade que não pôde ser evitada, não adianta mesmo a gente reclamar e sofrer. O lance é absorver o impacto e tocar a bola pra frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o que pegou foi a conduta de alguém próximo, vale dar um toque na pessoa. Vale até um puxão de orelha, se essa pessoa está sob a nossa responsabilidade. Do contrário, só podemos mesmo aconselhar. E conselhos, a gente sabe, todo mundo gosta de dar, pouca gente de receber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se a questão foi mesmo “Falha Nossa”, aí não tem jeito: demos a nossa razão para o outro e temos que aceitar a crítica. Principalmente nossa auto-crítica, afinal, nessas horas a gente sente vergonha, raiva, arrependimento, desânimo e uma porção de outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que nada disso leva a gente pra cima, só pra baixo. Por isso, esse é o momento em que precisamos ser mais compreensivos com a gente mesmo. Não para relaxar e chutar o balde, mas sim para aproveitar a oportunidade e crescer. Mais importante do que a gente saber o que fez de errado, é compreendermos o que é preciso fazer para as coisas darem certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-115156387031959972?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.jeremiasboob.blogspot.com/' title='FALHA NOSSA.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/115156387031959972/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=115156387031959972' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/115156387031959972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/115156387031959972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2006/06/falha-nossa.html' title='FALHA NOSSA.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-114667309117200017</id><published>2006-05-03T09:17:00.000-07:00</published><updated>2006-05-03T09:23:26.450-07:00</updated><title type='text'>Idealista incorrigível.</title><content type='html'>IDEALISTA INCORRIGÍVEL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia me disseram que eu sou muito idealista em meu trabalho. Sou mesmo e graças a Deus. Só que idealismo, para mim, é uma coisa completamente diferente daquela que a pessoa que me disse provavelmente imagina. Para ela ser idealista é viver iludido. Para mim é viver motivado. Para ela é ter a cabeça nas nuvens. Para mim é ter os pés no chão. Para ela é enxergar tudo cor de rosa. Para mim é recusar o mundo em tons de cinza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou idealista, mas não é porque ainda não caí na real. É porque acho que, quando a gente cai, não é pra ficar frustrado. Decepções acontecem sempre. E daí? Se alguém não entende você, se um projeto não dá certo, se algum problema acontece, se um amigo te desaponta, enfim, se as coisas não saem do jeito que a gente quer, o jeito então é deixar pra lá? Empurrar com a barriga? Fazer nas coxas? Reclamar da vida? Em vez de desanimar, a gente deve é aprender com os erros, sejam nossos ou dos outros. E nunca deixar de acreditar que uma hora as coisas vão dar certo. Com persistência, isso acaba acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas idealismo não é só acreditar em você. É, principalmente, acreditar no outro. E talvez essa confiança seja o que falte para quem deixou de ser idealista. Na prática, isso é a mesma coisa que perder a esperança, o otimismo. Já pensou? Para um professor, então, essa descrença (ou desconfiança) é mais grave ainda. Como é que se entra em sala já achando que o aluno é desinteressado? Como é que se começa uma nova aula imaginando que no final poucos conseguirão aprender? Como é que se recebe uma nova turma, já imaginando que o relacionamento será difícil só porque não foi fácil com o último professor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que você sinta que está falando para as paredes – como eu várias vezes já me senti – não dá para perder de vista que está diante de pessoas. Pessoas muito diferentes de você e umas das outras, cada qual com a sua personalidade, suas expectativas, seus problemas. Sem atentar para isso, sem se envolver com a turma, não precisa esperar que ela se envolva com você. Muito menos que ela partilhe suas dúvidas e preocupações. Se um professor fica ostentando sua experiência para se colocar acima do seu aluno, ele faz esse aluno se sentir por baixo. E o que nasce daí não é uma relação de respeito, muito menos de admiração. Nesses termos, não se pode esperar mesmo a boa-vontade da turma. Mas isso não se ganha no grito: quando você se torna autoritário, acaba perdendo a autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou me referindo à autoridade pedagógica, aquela que vem da posição de professor e que é delegada pela escola. Estou falando de um outro tipo de autoridade, que é atribuída pelo próprio aluno e que efetivamente abre as portas para o seu aprendizado. Sem ela você pode até ser professor, mas não será de forma alguma educador. Por isso é que eu penso exatamente o contrário de Maquiavel. Para mim, mais vale ser amado que temido. Vai me chamar de idealista? Tudo bem, pode chamar. E pode ter a certeza de que outras pessoas também são assim. Pessoas com mais experiência do que eu tenho, mais decepções do que eu tive, e que, mesmo assim, trabalham com amor, dedicação e alegria. Entende porque eu não sinto vergonha de dizer que sou idealista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu ideal, como educador, não é ter 100% de atenção de 100% dos alunos durante 100% do tempo em 100% das minhas aulas. Essa, sim, é uma ilusão. Mas não é que eu não queria isso. Mesmo querendo, eu reconheço que aprender depende mais do aluno e, se ele não se interessa, não adianta forçá-lo. O que se pode fazer – esse é o meu ideal - é motivar o estudante para que ele queira aprender. E isso exige muito do professor: faz com que ele reveja seus conceitos, atualize sua metodologia, melhore sua comunicação, respeite as dificuldades da turma, esteja disponível para o aluno e, principalmente, aceite a necessidade de mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais difícil de tudo é que nem todos compreendem e valorizam esse esforço. Sempre haverá algumas pessoas que realmente não se empolgam, seja pela incerteza do que querem, seja pela certeza do que não querem, seja pelo desânimo com o futuro ou pela pura e simples falta de maturidade. Coisas que o próprio tempo será capaz de resolver. Isso não pode desanimar a gente. Nesse momento é que ser idealista faz todo sentido. Se você não é, perde logo as estribeiras quando cinco ou dez alunos ficam desligados das suas aulas. Mas se é, mantém sua disposição quando sente que, para pelo menos um, você fez diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem é cético isso é puro romantismo. Para mim, ao contrário, isso é ter os pés no chão. A tarefa de ensinar (ou melhor, de aprender) não é simplesmente &lt;strong&gt;quantitativa&lt;/strong&gt;, é sobretudo &lt;strong&gt;qualitativa&lt;/strong&gt;, pois numa sala de aula não convivem robôs e sim pessoas. Logo, não se pode perder de vista que o papel do professor não é só transmitir conteúdos, acima de tudo é formar gente. Quando eu consigo me fazer ouvir - não importa se por 1, 5 ou 50 – meu esforço já valeu a pena. É isso que me mantém motivado para buscar e ampliar o interesse dos alunos. Pelos resultados que venho obtendo, creio que estou no caminho certo. Então, vou continuar firme e forte com o meu idealismo. Afinal, o mundo pode não ser o ideal. É justamente por isso que ele precisa de ideais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você concorda comigo, registre um comentário aqui. Quem sabe juntos a gente não convence os pessimistas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-114667309117200017?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/114667309117200017/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=114667309117200017' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/114667309117200017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/114667309117200017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2006/05/idealista-incorrigvel_03.html' title='Idealista incorrigível.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-114179862645526870</id><published>2006-03-07T22:17:00.000-08:00</published><updated>2006-03-07T22:17:06.503-08:00</updated><title type='text'>Agora eu é que não quero.</title><content type='html'>Cof...cof...cof...deixa eu tirar a poeira desse blog... cof...cof... antes de iniciar um texto novo... cof...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, ufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só agora consegui um tempo (nem sei como) e um assunto pra quebrar esse jejum. Aliás, um assunto não muito agradável. Sabe aquelas vezes em que você quer alguma coisa, acha que vai rolar, mas acaba não rolando? Pois é. Aconteceu comigo. Foi assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhei uma passagem pra Nova York num concurso de publicidade. Depois de prorrogar a viagem várias vezes, marquei a data do vôo pra daqui a um mês. O melhor é que, chegando lá, eu tinha um lugar pra ficar de graça. Ou seja: viagem e hospedagem totalmente 0800. Beleza né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só faltava um detalhe: o raio do visto. Todo mundo fala que isso é um saco. Na verdade, não. É uma sacola extra-large-big-max-super-size. Bota saco nisso. Primeiro, tem toda bur(r)ocracia que isso envolve: pega fila, tira passaporte, pega fila, paga taxa, acessa a internet, baixa formulário, preenche formulário, preenche formulário de novo (tem que ser em inglês, viu?)... ah, e não esquece da foto 5x5 (tem que usar roupa escura e ficar no fundo claro, tá?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensa que acabou? Tsc tsc tsc... tá só começando: agora é agendar a entrevista no consulado lá em São Paulo. Mais US$100. (Ou melhor: MENOS US$100). Pagou e marcou a data, tem que preparar toda a documentação. E tome cópia disso, original daquilo, um certificado aqui pra certificar, um comprovante ali pra comprovar e um atestado acolá para atestar. Tudo pronto? Não esqueceu nada? Tem certeza? Lá vai mais uma revisão na pastinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em São Paulo, com aquele trânsito maravilhoso, convém não perder tempo. Direto pro Consulado. A entrevista é às 10h, você chega às 10 para as 8h e já vai pegando a fila. Aliás, convém colocar isso no plural: é fila pra entrar no consulado, fila pra pegar a fila depois que você entra, fila para a pré-entrevista, fila para registro das impressões digitais e, finalmente, fila para ser entrevistado. (Graças a Deus, não tinha fila pro banheiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O legal disso tudo é que, enquanto você está na fila, vai sacando os tipos que estão lá tentando o visto também. Tem o tipo surfista, de bermudinha e camiseta-mamãe-sou-forte. Tem o tipo advogado, de terninho e jeito arrogante. Tem o tipo “família japa”, além dos tipos-estudante, patricinha e outros “gente como a gente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai tentando perceber quem consegue e quem não consegue o visto. É interessante que em alguns guichês a rotatividade é maior. Deve ser porque lá o ar condicionado funciona melhor, a esposa do entrevistador não dormiu de calça jeans, ou ele está saindo de férias, anyway, o fato é que por algum motivo estranho, os índices de aprovação são maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado nessa teoria, eu torcia pra ser chamado para o guichê 12. Mas, infelizmente, acabei parando na cabine 10. Do outro lado do vidro (é assim que o negócio funciona), o bonitão tava lá sentadinho, enquanto a gente permanece em pé e fala com ele pelo telefone. Tipo aquelas visitas de presídio, sabe? (A diferença é que, nesse caso, o preso é quem decide quem é livre e quem vai pra guilhotina).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso, não demorou muito. Pra ser mais exato, nem 5 minutos. O sujeitinho fez meia dúzia de perguntas e já tascou o carimbo negando o visto. Onde já se viu? Disse que infelizmente não poderia permitir minha entrada nos States nesse momento. Se eu quisesse, poderia fazer outra tentativa dentro de 6 meses (pagando, evidentemente, mais 100 doletas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até ousei perguntar porquê. Na sua lógica perfeita, eu não apresentei fortes razões para querer voltar ao Brasil depois de ter entrado nos “Estadas Unidas”.  Claro que não conta o fato da viagem ter sido uma premiação de uma entidade empenhada no combate às drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não conta o fato de eu ser professor universitário e ter comprovado meu vínculo com a escola. Tampouco conta o fato de eu ter sido recém aprovado num Mestrado oferecido por uma respeitada instituição federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esposa, filhos, imóvel praticamente quitado, boa condição financeira? Isso também não conta, claro. Aliás, ele nem me perguntou sobre isso. Deve ser porque esse pessoal tem o dom da clarividência. Ou melhor, pensa que tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é que eu saí dali, digamos, com uma grande simpatia pelo Osama Bin Laden. Esse american way realmente me deixou puto. Mas o pior nem foi isso. Foi ficar pensando depois no que eu poderia ter feito de maneira diferente pra conseguir o tal visto. Como se eu tivesse culpa, imagine...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei tanto nisso enquanto voltava pra BH (de ônibus ao meio-dia), que consegui chegar a uma conclusão: fosse o que fosse que eu dissesse, seria melhor ter caído no guichê 12. Daí, acabei tomando uma decisão: agora, quem não quer ir pra lá sou eu. Vou perder a passagem (e daí? Não paguei por ela mesmo...) e não vou mais pedir visto coisíssima nenhuma. Eles que fiquem com seus furacões, enchentes, atentados e a pior de todas as calamidades: o Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu quero é viajar para a Argentina. Vou fazer bundalelê em frente à Casa Rosada em vez da Casa Branca. Vai ser muito mais legal, já pensou? Se o Brasil ganha o hexa, eu ainda viajo com a camisa da seleção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-114179862645526870?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004_09_01_jeremiasboob_archive.html' title='Agora eu é que não quero.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/114179862645526870/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=114179862645526870' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/114179862645526870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/114179862645526870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2006/03/agora-eu-que-no-quero.html' title='Agora eu é que não quero.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-112233087849027503</id><published>2005-07-25T15:34:00.000-07:00</published><updated>2005-07-25T15:34:38.516-07:00</updated><title type='text'>O dia que mudou a minha vida.</title><content type='html'>Era um dia qualquer, de uma semana qualquer, no primeiro semestre de 2003. Só me lembro bem que era um dia útil. Ou melhor, utilíssimo: aquele bendito dia mudou a história da minha vida. O fato é que eu estava chegando pra trabalhar depois do almoço e vi, lá do outro lado da rua, um conhecido meu. Irmão de uma amiga minha dos tempos de faculdade, com quem eu não me encontrava há um tempão. E de repente lá estava o rapaz , indo pra não sei onde pra fazer não sei o quê. Se eu tivesse acenado pra ele e cumprimentado simplesmente com um sorriso, estaria tudo bem. Tudo normal. Mas em vez disso – por que será? - resolvi atravessar a rua e trocar algumas palavras. Nada muito importante, as trivialidades de sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E aí? Como é que você está? Tudo bem na sua casa? O que anda fazendo da vida?“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi justamente essa pergunta que trouxe uma nova brisa pra minha vida. Era o vento que eu estava esperando para içar as minhas velas e navegar por outros mares. Naquele bate-papo despretensioso, fiquei sabendo de um curso noturno (e gratuito) para formação de professores. Eu, que já sonhava com esse porto, de repente descobri terra à vista. Ali mesmo, naqueles preciosos minutos, comecei a traçar os meus planos de viagem. Continuaria trabalhando normalmente em meu emprego e, ao mesmo tempo, estudaria à noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busquei mais informações sobre o curso, pedi orientações ao meu colega e, já no próximo semestre, estava freqüentando as mesmas salas de aula que ele havia freqüentado. Ali conheci novos amigos e aprendi como ser (e como não ser) um bom professor. Um ano depois – como passou rápido! – estava recebendo meu certificado de formatura. Estava pronto pra recolher as ancoras, quando a oportunidade, mais uma vez, desvendou-se no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um concurso de seleção de docentes em uma das universidades mais tradicionais da cidade abriu-me as portas para uma nova experiência profissional. Mal podia acreditar que, alguns dias depois, eu estaria dentro de sala. Embarquei no meu navio, trazendo grandes esperanças. E, para minha fortuna, descobri que tinha alma de marujo. Senti que o vento continuava soprando a meu favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, quando um novo desafio apresentou-se em meu caminho, pensei bem e decidi que era hora de mudar. Hora de deixar para trás os dez anos de vivência bem sucedida no mercado de propaganda e buscar algo maior. Algo que me empolgasse mais, que me fizesse brilhar os olhos e rejuvenescer o espírito. Em suma, algo que me tornasse mais feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito sinceramente que essa é a busca que todos temos que fazer.  Porque o maior tesouro da vida não é ouro, jóias e nem glória. É a satisfação de olhar para trás e sentir que estamos no caminho certo. E também de olhar pra frente e sentir que aquilo que nos espera é o que nos motiva a continuar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-112233087849027503?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.jeremiasboob.blogspot.com/' title='O dia que mudou a minha vida.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/112233087849027503/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=112233087849027503' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/112233087849027503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/112233087849027503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2005/07/o-dia-que-mudou-minha-vida.html' title='O dia que mudou a minha vida.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-111758242849287513</id><published>2005-05-31T16:33:00.000-07:00</published><updated>2005-05-31T16:33:48.516-07:00</updated><title type='text'>Retratos</title><content type='html'>"Não quero que as minhas filhas sejam apenas simples fotos na minha mesa. Por mais belas e alegres que elas pareçam nos retratos, eu ainda prefiro recebê-las nos meus braços, fazer cócegas, sentir seu cheiro e implicar com sua bagunça. Porque bagunça maior é a nossa vida, que nos impede de viver aquilo que, nas fotos, parece eterno. Mas que nós temos tão pouco tempo para desfrutar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi esse texto num momento de desabafo, em que ainda estava trabalhando e cheio de coisa pra fazer, quando o que eu mais queria era simplesmente estar em casa, curtindo minha família.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-111758242849287513?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/' title='Retratos'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/111758242849287513/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=111758242849287513' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/111758242849287513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/111758242849287513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2005/05/retratos.html' title='Retratos'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-111696987086464050</id><published>2005-05-24T14:24:00.000-07:00</published><updated>2005-05-24T14:24:30.900-07:00</updated><title type='text'>Falar o quê?</title><content type='html'>Quem acompanha o meu blog  já sacou que eu faço o tipo "paizão-corujão". Verdade, verdade, verdade. Mas tirando a corujice de lado, como não ficar encantado com uma criancinha de apenas 3 anos e pouco, que volta e meia solta umas tiradas assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, ou melhor, outra noite, eu e minha esposa estávamos caindo de sono enquanto a Júlia (nossa filha) continuava a todo vapor. Já era mais de meia-noite e então lá fui eu impor minha autoridade paterna:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Júlia, agora vamos "mimi", filhinha.&lt;br /&gt;- Ah, papai, quero brincar.&lt;br /&gt;- Não, não. Já passou da hora de dormir.&lt;br /&gt;- Ah, se já passou da hora, eu vou brincar.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e minha esposa nos olhamos. O que é que a gente faz numa hora dessas?&lt;br /&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-111696987086464050?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/' title='Falar o quê?'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/111696987086464050/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=111696987086464050' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/111696987086464050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/111696987086464050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2005/05/falar-o-qu.html' title='Falar o quê?'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-111400874848224417</id><published>2005-04-20T07:52:00.000-07:00</published><updated>2005-04-20T07:55:40.440-07:00</updated><title type='text'>Só sabe quem vive.</title><content type='html'>Tem gente que detona casamento. Tem gente que é pior e condena relacionamento sério. Numa boa? Seria melhor detonar quem vive dizendo isso. Afinal, salvo os celibatários e ermitões, todo mundo tem o desejo de encontrar alguém. E daí surge naturalmente a vontade de manter um relacionamento. Mais cedo ou mais tarde, isso acontece. Pode reparar em volta de você. Ou melhor, dentro de você. Porque no fundo a vida é assim. Chega um momento em que a gente cansa de ficar e fica a fim de namorar. A gente cansa de “enrolar” e passa a pensar em “juntar”. Portanto, o casamento (seja formal ou não) acaba acontecendo mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença é que para algumas pessoas “casamento” vira uma obrigação em vez de ser diversão. Por isso elas condenam e por isso não dá certo. Um relacionamento, para engrenar, tem que botar a gente pra cima, não pra baixo. Você precisa ter vontade de voltar pra casa. Ansiedade pelo cineminha no fim-de-semana. Loucura pelo passeio no próximo feriado. E pra tudo isso, é necessário fazer planos juntos, sonhar juntos, “querer” juntos. Mesmo que os casais pensem de maneira diferente. Aliás, isso é até bom, afinal as diferenças não existem para separar, mas sim para acrescentar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor prova disso é a paternidade. Quando nasce uma criança, o relacionamento muda radicalmente. Só que muda pra melhor. Claro que algumas coisas – como aquele cineminha - ficam mais difíceis. Outras, impossíveis mesmo. Mas e daí? No final, o saldo é super positivo. Quanto você ganha, quanto você aprende, quanto você cresce juntamente com seus filhos? Quem não passa por essa experiência não tem nem chance de saber. Mas isso não quer dizer que a gente possa sair procriando e está tudo bem. Estou dizendo apenas que você provavelmente nunca vai se arrepender de ter um filho. Porém a chance de se arrepender de não ter tido, essa sim é bem maior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, quando escuto aquela turma do contra criticando casamento e paternidade, só posso pensar das duas uma: ou essas pessoas são muito egoístas, ou elas ainda estão muito imaturas e não sacaram que quanto mais você se doa para seu/sua companheiro(a) e seus filhos, muito mais você recebe em troca. Nessa matemática, dividir e multiplicar é sempre um sinônimo de somar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-111400874848224417?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2005/04/de-novo.html#comments' title='Só sabe quem vive.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/111400874848224417/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=111400874848224417' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/111400874848224417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/111400874848224417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2005/04/s-sabe-quem-vive.html' title='Só sabe quem vive.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-111239326850466125</id><published>2005-04-01T14:07:00.000-08:00</published><updated>2005-04-01T14:07:48.503-08:00</updated><title type='text'>De novo.</title><content type='html'>De novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler atentamente não é só ler com atenção. É ler atentando para aquilo que não está no texto. As famosas entrelinhas. Isso significa buscar a intenção do autor. Entender o contexto que envolve aquilo que ele escreveu. As relações que são tecidas entre o texto e outros contextos. Por isso, se você apenas passa os olhos pelas palavras, mesmo que lentamente, você não está lendo de verdade. Está apenas passeando pelas frases. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, você pode encontrar um sujeito aqui ou ali. Mas não consegue realmente conhecê-lo. Não entende os seus predicados. Afinal, quem é esse sujeito? O que ele quer? Por que está ali? Você não sabe as respostas, mas tudo bem. Seus olhos continuam passeando até que chega um determinado ponto (que você nem sabe qual), onde o texto muda e você fica mudo. Perdido. Sem verbo de ligação. “Como é que eu vim parar aqui?” Daí não tem jeito. Você tem que voltar ao começo, ao primeiro parágrafo, e ler de novo.  Atentamente. Até entender.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-111239326850466125?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/' title='De novo.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/111239326850466125/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=111239326850466125' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/111239326850466125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/111239326850466125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2005/04/de-novo.html' title='De novo.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-110805790502828680</id><published>2005-02-10T09:51:00.000-08:00</published><updated>2005-02-10T09:51:45.026-08:00</updated><title type='text'>Como deseleger um deputado.</title><content type='html'>Estou preocupado. Muito. Todo início de ano, tudo aumenta. A conta de água aumenta, a conta de luz e telefone aumentam, o meu condomínio aumenta, a conta do supermercado aumenta, a gasolina aumenta, o preço da passagem aumenta. E a minha paciência diminui. Afinal, o meu salário não aumenta. E nem o salário da minha empregada, porque aumento de salário mínimo, convenhamos, é quase uma esmola. Mas quem é que define isso? Os políticos. E adivinhe só: o salário deles, que de mínimo não tem nada, deve aumentar ainda mais. Aliás, um senhor aumento, não é senhores deputados? Saiu até na Revista Veja (edição 1891 / 9 de fevereiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por incrível que pareça, esses caras já estão se movimentando lá na Câmara para promover outro oba-oba. Fala sério! Alguém precisa dizer para eles que o carnaval já passou. Agora veja: estamos em plena disputa pela presidência da Câmara dos Deputados e qual é a principal proposta dos candidatos? Bingo! Aumento de salário. “Nada mais justo” - diz um deles. “Absolutamente legítimo” - concorda outro. Mas claro que é legítimo. E como não seria, se quem faz as leis são justamente eles? Já pensou que maravilha se você também pudesse chegar para o seu chefe e dizer que o seu salário, a partir de amanhã, aumentará 51%? Pois foi só esse o pequeno aumento que os nossos distintos deputados se auto-concederam 2 anos atrás. Tadinho deles, né gente? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora prepare o bolso, porque depois de tanto tempo lá vem outro assalto, quer dizer, aumento. Vai anotando aí: o salário atual de um deputado federal, que é de modestos 12.850 reais, deve subir para 21 mil! Mas calma, vamos pensar positivo e acreditar que ficará só em 19 mil, proposta mais baixa que os candidatos apresentaram. Aliás, 19 mil é um aumentozinho muito mixuruca mesmo, só 47,85%. Deve ser por isso que os deputados também recebem verba parlamentar. Hoje, cada um deles tem direito a R$35mil por mês para contratação de funcionários. Mas olha o aumento aí geeeeente: essa verba desse ser fermentada e chegar a 45 mil. Vai dar pra contratar mais gente? Vai resolver o desemprego no Brasil? Na-na-ni-na-não. No máximo, um tiozinho, cunhado ou amigo ganhará mais uma vaga. Sem contar, lógico, aqueles funcionários abnegados que trabalham(???) e, no fim do mês, devolvem parte do salário aos deputados. Deve ser isso que eles chamam de distribuição de renda. Ainda bem que poucos parlamentares fazem isso (me belisquem, por favor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensa que acabou? Não, não perca as contas. Fora isso, todo mês os nossos dignos representantes têm direito a R$15 mi reais para manter um escritório, outros R$ 4.280 para despesas com telefone e correio (peraí, isso não estaria incluído na manutenção?) e mais R$ 3 mil para auxílio-moradia. É o fim da picada. Quem ganha um salariozinho desses precisa de auxílio-moradia? Óbvio que sim. Só quem tem moradia pode pleitear esse tipo de auxílio. O zé-ninguém, que mora debaixo da ponte não precisa. A Dona Maria, que mora na favela, também não. Já recebe o vale-gás, o bolsa-escola, o bolsa-família. Auxílio-moradia, só para figurões do alto escalão, afinal, bancar mansões e  hotéis 5 estrelas não sai barato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida dura desses deputados, hein? Mas enfim, todo esse desabafo tem um objetivo: quero ver se você se sente tão indignado quanto eu. Assim quem sabe você aprova esta proposta: que tal a gente repetir as eleições para definir se os nossos candidatos merecem ou não continuar no cargo? Imagine só: você elege um deputado para 4 anos. Quando chegar na metade do mandato, ele presta contas de tudo o que fez: de quantas sessões participou e faltou, quantas propostas apresentou, em quê ele votou a favor, em quê ele votou contra etc. Ah, e também como gastou os míseros trocados que ele recebe como deputado. Daí, se a gente aprovar o seu desempenho, vota “confirma”. Se não, aperta “nulo” e deselege o sujeito. Aliás, tenho outra sugestão melhor: em vez de “nulo”, a gente aperta a tecla “eject” e daí já catapulta o infame deputado pelos ares. É certo que o tráfico aéreo ficaria muito intenso, mas mesmo assim valeria a pena. De quebra, a gente ainda seria campeão em arremesso de políticos. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-110805790502828680?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/' title='Como deseleger um deputado.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/110805790502828680/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=110805790502828680' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/110805790502828680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/110805790502828680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2005/02/como-deseleger-um-deputado.html' title='Como deseleger um deputado.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-110691620687127128</id><published>2005-01-28T04:43:00.000-08:00</published><updated>2005-01-28T04:45:14.623-08:00</updated><title type='text'>BRINCA COMIGO?</title><content type='html'>- Papai, brinca comigo?&lt;br /&gt;- Ô filhinho, agora não posso.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Porque eu tenho que sair pra trabalhar.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- (Ai, meu Deus, começou a perguntação…) Porque papai precisa ganhar dinheirinho, filho.&lt;br /&gt;- Por quê, papai?&lt;br /&gt;- Pra poder comprar roupinha, comidinha, brinquedo…&lt;br /&gt;- Por quê? Eu já tenho roupa e não tô com fome… e eu quero brincar com você! Vem, papai.&lt;br /&gt;- Peraí, filhinho, não fica puxando minha calça assim que amarrota. E eu já disse que agora não posso.&lt;br /&gt;- Por quê, papai? Por que você não quer brincar comigo?&lt;br /&gt;- Ô, meu bem, não é isso. Eu quero sim. &lt;br /&gt;- Então brinca!&lt;br /&gt;- Mas meu querido, agora papai tem que trabalhar!&lt;br /&gt;- Por que agora? Amanhã você trabalha. &lt;br /&gt;- Não, filhote, tenho que sair agora, já tô atrasado.&lt;br /&gt;- Ah, papai…por que você nunca brinca comigo?&lt;br /&gt;- Ô, filhão, não precisa chorar. Depois que eu voltar do trabalho a gente brinca um tempão, prometo.&lt;br /&gt;- Mas por que você trabalha tanto, papai?&lt;br /&gt;- Pra ganhar dinheiro filhinho.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Ai, filho, chega! É pra comprar presente pra você, pra gente passear no parquinho, no zoológico, no clube, na praia. Papai trabalha pra gente brincar! Entendeu?&lt;br /&gt;- Não. Quanto mais você trabalha, menos a gente brinca…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai não conseguiu dizer mais nada. Simplesmente abraçou a criança, beijou-a na testa e saiu. Durante todo o dia, aquela pergunta ficou ecoando em sua mente. “Por quê?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-110691620687127128?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/' title='BRINCA COMIGO?'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/110691620687127128/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=110691620687127128' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/110691620687127128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/110691620687127128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2005/01/brinca-comigo.html' title='BRINCA COMIGO?'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-110475581776271699</id><published>2005-01-03T04:36:00.000-08:00</published><updated>2005-01-03T04:36:57.763-08:00</updated><title type='text'>FELIZ 2004.</title><content type='html'>Não, esse título não está errado. Nem o texto foi postado com atraso. Na verdade, quero apenas agradecer a Deus por um dos melhores anos da minha vida. E são tantos “obrigados” a dizer, que sinto-me obrigado dizer isso por escrito. Para que fique claro como Lhe sou grato e o quanto eu tenho a retribuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro e maior obrigado é simplesmente por mais 365 dias compartilhados com a minha família e meus amigos. Dias vividos com muita saúde, alegria, trabalho e esperança. Graças a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, também, pelo caminho do auto-conhecimento que abriu-se para mim em 2004, permitindo-me tornar uma pessoa mais segura, mais determinada e um pouco mais livre das minhas próprias amarras. Graças a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigado pelo reconhecimento profissional, finalmente alcançado, depois de 10 anos de trabalho. Reconhecimento que, certamente, não será um ponto final, mas sim um ponto de partida para maiores conquistas. Graças a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, ainda, pela oportunidade de continuar estudando. E, também, porque em função disso, novas portas já se abriram para que eu construa um futuro mais tranqüilo. Graças a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado do fundo do coração pelos 5 anos de casamento – e 10 anos de namoro – completados ao lado da minha esposa nesse ano de 2004. Por esse relacionamento tão maravilhoso que nós temos, graças a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, finalmente, um agradecimento todo especial por mais um fruto que brotou desse relacionamento. Muitíssimo obrigado pelo nascimento da minha segunda filha, Mariana, que veio tornar a minha vida ainda mais encantadora. Graças a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-110475581776271699?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/110475581776271699/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=110475581776271699' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/110475581776271699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/110475581776271699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2005/01/feliz-2004.html' title='FELIZ 2004.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-110374931176806686</id><published>2004-12-22T13:01:00.000-08:00</published><updated>2004-12-22T13:01:51.766-08:00</updated><title type='text'>Minha filha é um merchandising ambulante</title><content type='html'>Não é corujice, nem mania de publicitário (muito provavelmente são os dois). O fato é que minha filha de 3 anos fala umas coisas que bem que dariam comerciais. Outro dia, por exemplo, estávamos a caminho da escolinha. Aproveitando que eu estava de férias, disse que estava querendo passear com ela depois da aula. &lt;br /&gt;- Onde, papai?&lt;br /&gt;- Sei lá, filha. Que tal num shopping?&lt;br /&gt;- Quero ir no BH.&lt;br /&gt;- No BH? Mas por que não pode ser em outro?&lt;br /&gt;- Porque só lá tem carrossel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente, minha mente completou:&lt;br /&gt;- Só no BH você encontra aquilo que você quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias mais tarde, ela teve outro insight. Foi abrir o armário da cozinha e achou uma caixa de cereais. Pronto. Lá veio o “merchan:”&lt;br /&gt;- Sucrilhos! Eu adoro Sucrilhos!&lt;br /&gt;E eu, inevitavelmente, completei:&lt;br /&gt;- Cereal é Sucrilhos, o original&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, a cena praticamente se repetiu. Eu estava assistindo TV e me aparece aquela menininha com cara de levada, o rosto todo lambuzado, comendo leite condensado de colherzinha.&lt;br /&gt;- Humm… leite moça é tão gostoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o complemento veio na hora:&lt;br /&gt;- Leite Moça. Desde pequeno a gente sabe que é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são só alguns exemplos. E como situações assim estão sempre acontecendo, estou pensando seriamente em começar a andar com uma câmera. Quem sabe eu não começo a cobrar esse tipo de merchandising? Afinal, onde já se viu colocar essas coisas na cabeça das crianças? Esse povo que trabalha com propaganda é fogo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-110374931176806686?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/' title='Minha filha é um merchandising ambulante'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/110374931176806686/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=110374931176806686' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/110374931176806686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/110374931176806686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/12/minha-filha-um-merchandising-ambulante.html' title='Minha filha é um merchandising ambulante'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-110147844903445104</id><published>2004-11-26T06:09:00.000-08:00</published><updated>2004-11-26T08:34:11.723-08:00</updated><title type='text'>Remédios e crianças</title><content type='html'>Tem horas em que ser pai não é fácil. E é justamente nos momentos difíceis que a gente aprende as maiores lições de vida. Nesses dias mesmo, aprendi mais uma. Minha filha de 3 anos vem passando por uma incômoda infecção labial, que segundo o pediatra, muitas crianças costumam desenvolver nessa idade. Em conseqüência disso, ela nem está se alimentando direito, pois mal consegue mastigar. Daí você imagina como é difícil escovar os dentinhos dela, ou manter uma mínima higiene bucal. Agora, some tudo isso com a chegada de uma nova irmãzinha. Com certeza, além da dor que ela sente, há também aquela “manha” esperada de quem era rainha e agora tem que dividir o trono. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí começa a dificuldade: a gente tem que ser compreensivo pelo momento que ela está passando, mas não podemos deixar de tratá-la, apesar de todo choro e toda birra. Então, quando chega a hora dos remédios, não sei se o sofrimento maior é dela ou meu. Às vezes preciso segurá-la à força, enfrentando seus gritos e contrariando seus pedidos, e isso me corta o coração. Meus pais devem ter passado pela mesma situação, mas só agora compreendo como foi difícil. Aliás, confesso que segurar meu bebé para que ele fosse vacinado não me doeu tanto quanto segurar a minha filha para lhe dar o remédio. Principalmente porque ela já tem consciência do que vai acontecer, quando preciso segurá-la no meu colo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da última vez, depois de medicada, ela explodiu: “que vergonha!” Não sei se ela teve consciência do que disse, mas me assustei bastante. Eu me vi como o pior pai do mundo, um bruto que imobiliza uma criancinha só para dar um remédio. Claro que não foi isso. Mas foi isso que eu senti. Era como seu eu estivesse ferindo a dignidade da minha filha, daí a vergonha que ela teve. E eu, ainda mais. Sei que estava certo, mas nunca mais me esquecerei daquela cena. Sem derramar nenhuma lágrima, eu chorei. Foi ali que eu entendi, mais do que nunca, que ser pai é fazer o melhor pelos filhos, mesmo contra a vontade deles. Mesmo deixando cair a máscara de super-herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que eu aprendi outra lição, mais importante ainda: muitas vezes, a gente também age como crianças, rejeitando os remédios amargos que a vida nos impõe. Nessas horas, vou me lembrar, por maior que seja minha vergonha, que também não é fácil pro nosso Pai lá de cima ajudar a gente a curar nossas feridas e a crescer como pessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, agradeço muito a Deus e a meus pais. Amanhã, espero que minha filha faça o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-110147844903445104?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/110147844903445104/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=110147844903445104' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/110147844903445104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/110147844903445104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/11/remdios-e-crianas.html' title='Remédios e crianças'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-109776363636543048</id><published>2004-10-14T07:19:00.000-07:00</published><updated>2004-10-15T12:19:29.940-07:00</updated><title type='text'>MELOSQÜÊNCIA, A ARTE DA PROSOPOPÉIA BABILONESCA.</title><content type='html'>Quem trabalha em propaganda sabe: tem horas em que a gente tem que falar muito, sem ter absolutamente nada pra dizer. É triste, mas é verdade. E isso não acontece só com os redatores, não. Os diretores de arte também sofrem. Quantas vezes não tem foto, ilustração, produto, nem oferta pra “enfeitar” (ou enfeiar) um anúncio? Aí é o tal do “seja criativo”. Dá vontade de matar. Afinal, não dá pra tirar o coelho da cartola, se o coelho não estiver lá. E, se algum mágico disser que faz isso, não acredite, o Mister M já provou que é mentira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na propaganda não é diferente: a gente também não faz mágica, no máximo cria ilusões. É aí que entra esse recurso maravilhoso que eu costumo de chamar de “melosqüência”. Gostou do nome? Infelizmente, não fui eu que inventei. Nem “prosopopéia babilonesca”, criação de outro amigo meu. Mas foi idéia minha juntar as duas expressões para batizar esse conjunto de técnicas extremamente sofisticadas. Normalmente, como são os redatores que escrevem (dãaaa), eles é que costumam empregá-las com maior freqüência. Veja um exemplo: para anunciar um automóvel, em vez de dizer simplesmente “Vendo Automóvel”, você diz: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vendo maravilhoso automóvel (o adjetivo ajuda a valorizar o produto e justificar o preço)&lt;br /&gt;- Quase zero (na verdade, já rodou 99.999 km, então, daqui a pouco, o odômetro zera)&lt;br /&gt;- Único dono (já pertenceu a 19 proprietários, mas atualmente é só de um, logo, a informação é verdadeira)&lt;br /&gt;- Nunca bateu (só apanhou)&lt;br /&gt;- Carro do ano (1973, mas isso você não precisa mencionar)&lt;br /&gt;- Preço super vantajoso (para o vendedor, claro)&lt;br /&gt;- Condições imperdíveis (20 / 40 / 60 segundos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vamos ver como o anúncio ficaria: “Vendo maravilhoso automóvel, quase zero, único dono, nunca bateu. Carro do ano. Preço super vantajoso, condições imperdíveis.” Ficou ou não ficou atrativo? E olha que nesse exemplo eu só usei algumas técnicas da prosopopéia babilonesca. Digamos que foi “Melosqüência” grau 1. Quer saber outras regras? Lá vai: se o texto ficou curto, procure inserir algumas palavras longas que dão sentido de reforço. Tipo “exclusivamente”, “especialmente”, “extremamente” (uma das minhas preferidas). Mas cuidado para não repetir a mesma palavra, nem usar muitas parecidas no mesmo parágrafo, senão fica muito óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa: procure expressões sofisticadas, tipo “sofisticadas”, para dar um upgrade no texto. Ah, como você vê, palavras em inglês também funcionam bem. Elas demonstram o know-how do cliente. Como recurso de estética, você também pode usar um italizado nessas expressões. Isto confere uma nuance altamente chic ao texto, maximizando a credibilidade do produto ou serviço em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evite também frases extremamente curtas e, nesse propósito, use e abuse dos sinônimos, pois assim você consegue alongar imensamente um período que poderia ser dito utilizando-se pouquíssimos vocábulos, como neste próprio parágrafo, que poderia ser resumido simplesmente dizendo-se: “evite frases curtas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, depois de tudo isso, acho melhor parar por aqui. Claro que existem ainda outras regras para se praticar bem a arte da melosqüência. Mas prefiro comentá-las numa outra oportunidade. O importante é que agora você já conhece os princípios básicos da prosopopéia babilonesca e pode aplicá-los e, mais importante ainda, pode reconhecer quando alguém está utilizando isso contra você. Fique muito atento nesses casos. Quando bem utilizada, essa arte funciona muito bem. Prova disso é que você está aqui até agora, lendo esse texto enorme sem conteúdo nenhum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Macieira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-109776363636543048?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/109776363636543048/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=109776363636543048' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109776363636543048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109776363636543048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/10/melosqncia-arte-da-prosopopia.html' title='MELOSQÜÊNCIA, A ARTE DA PROSOPOPÉIA BABILONESCA.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-109724534285488666</id><published>2004-10-08T07:21:00.000-07:00</published><updated>2004-10-08T07:22:22.853-07:00</updated><title type='text'>Zero a Zero</title><content type='html'>O treino havia começado. Os jogadores estudavam passes, enquanto o treinador repassava as instruções. Para ele, nada de novo: somente os fundamentos básicos do jogo.  O esquema também era clássico: o 4-4-2, idealizado pelo mestres da bola e seguido de Genebra ao Amazonas. Uma língua falada e consagrada nos gramados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns jogadores arriscavam chutes, sob o olhar arbitrário do professor. Eis que surge uma oportunidade de gol. Um dos atletas percebe. Ávido para conquistar um lugar entre os titulares, levanta a mão pedindo o passe. Recebe e, cheio de entusiasmo, dispara como centroavante rompedor. Senhor de si, já tinha toda jogada desenhada na cabeça. Sabia antecipadamente os dribles e as fintas que deveria buscar em seu repertório. Imaginava-se escapando dos zagueiros, livrando-se do goleiro e estufando as redes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes que ele desse o segundo passo – priiiiiiiiiiiiii - o gol da rodada desaparece nas nuvens. Ressentido como escritor de quem roubaram a poesia, o atleta recebe a repreensão do treinador. “Menos, meu filho. Agora volta pro meio e repete a jogada do jeitinho que eu mandei.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogador obedece. Se discutir com o treinador não sai do banco de reservas. “Vai ver ele é daqueles que só jogam pelo empate.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-109724534285488666?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/109724534285488666/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=109724534285488666' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109724534285488666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109724534285488666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/10/zero-zero.html' title='Zero a Zero'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-109700071730731091</id><published>2004-10-05T11:25:00.000-07:00</published><updated>2004-10-05T11:25:17.306-07:00</updated><title type='text'>Construindo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://jeremiasboob.blogspot.com/"&gt;Jeremias Boob&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já pensou como acontece a inspiração? De onde ela vem? Como é que uma idéia surge assim de mansinho e, pouco a pouco, vai tomando forma? É a mesma coisa com um texto. Pra muita gente, o mais difícil é começar. Certa vez fiquei conjecturando (palavra feia, puxa!) sobre o assunto. Acho que escrever é mais ou menos isso que está descrito nessa poesia. Você procura a danada da inspiração, tenta por aqui, tenta por ali. E aí... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o melhor é você ler. E, se estiver inspirado, deixe sua opinião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONSTRUINDO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri meu caderno de prosa, mas não tinha nada. Prosa, verso, palavra alguma. Puro vento. Comecei a tateá-lo, feito cego sem bengala. Uma coisinha aqui, outra ali. O substantivo abstrato vai ficando concreto. Ôpa! De repente achei uma parede. É por aqui que eu vou.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-109700071730731091?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/' title='Construindo.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/109700071730731091/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=109700071730731091' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109700071730731091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109700071730731091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/10/construindo.html' title='Construindo.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-109655716322799070</id><published>2004-09-30T08:12:00.000-07:00</published><updated>2004-09-30T08:12:43.226-07:00</updated><title type='text'>A volta do lanterninha</title><content type='html'>Sempre gostei de ir ao cinema. Apesar de não ser nenhum cinéfilo fanático, nem crítico antipático, costumo assistir meus filminhos até com bastante frequência. Por isso, percebi uma coisa chata que vem acontecendo. O comportamento do público mudou. As pessoas estão perdendo a admiração e até mesmo o respeito pela sétima arte. Posso até estar errado ou exagerando, então pense comigo. Antigamente, ir ao cinema era um programa que tinha muito mais glamour. As pessoas se arrumavam, perfumavam e se encontravam especialmente pra isso. Naquelas salas grandes como as do Cine Palladium, a gente se acomodava e, naquelas duas horas mais ou menos, mergulhava na história que se passava na telona. Me lembro, mais de uma vez, das pessoas aplaudirem o filme no final, como se o diretor ou os atores pudessem receber pessoalmente as palmas. Ali, no escurinho do cinema, chupando drops de anis e longe de qualquer problema, acontecia no máximo uma conversinha ao pé do ouvido. Claro que havia os chatos, mas não era como hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, tínhamos duas figuras clássicas dentro do cinema. Uma era o baleiro, carregando sua bandeja de chocolates e chacoalhando uma caixinha de mentex. A outra era o saudoso lanterninha. Lembra dele? Aquele senhor que indicava o lugar para as pessoas depois que as luzes se apagavam. Aquele mesmo que iluminava os namorados mais afoitos (Yes! I saw the light!), corrigia os folgados que colocavam o pezão na poltrona da frente e, principalmente, inibia os insuportáveis que ameaçavam atrapalhar o programa dos outros. E não é que dava certo? Quem não tinha medo, ou pelo menos vergonha de tomar um clarão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, as coisas mudaram. Começou com a popularização do vídeo-cassete. Disseram que o cinema estava indo pra dentro de casa, o que na prática era bobagem, já que o cinema continuava sendo diferente, especial. Lá não tinha telefone tocando, gente passando em frente à TV, cachorrinho fazendo xixi no tapete, nem mamãe chamando pro lanche. O cinema ainda era o Cinema, graças a Deus. Depois é que aconteceu o pior: levaram as casas para dentro do cinema. Explico: a decadência das grandes salas e o surgimento do cinema de shopping criou um novo tipo de público. O das pessoas que acham que estar em uma sala de cinema é o mesmo que entrar numa loja ou restaurante. Assim o filme deixou de ser uma opção de lazer e cultura, transformando-se num mero produto de consumo. Ou seja: o cinema virou fast-food. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o que acontece é que as pessoas não se importam tanto com aquilo que estão assistindo. Simplesmente acham que, pagando o ingresso, podem entrar e agir como quiserem. E o pior é que agem: inundam as salas de lixo e pipoca, atendem o telefone celular sem nenhuma cerimônia, conversam, riem, fofocam, tiram até o sapato. Sentem-se literalmente em casa, criando um desconforto tão grande que nem parece que elas são minoria. Aliás, uma minoria muito atrevida, diga-se de passagem. São pessoas que realmente não se importam em incomodar as demais e chegam mesmo a se divertir com isso. Quanto mais irritam os outros, mais se tornam provocativas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, por exemplo, na última sessão de um filme no Diamond Mall, havia uma mulher conversando em alto e bom tom. Certamente era uma pessoa sem segredos, pois não fazia a mínima questão de falar baixo, pelo contrário. Seu acompanhante, a muito custo, tentava conter a tagarela que já irritava muitas pessoas, inclusive eu. Algumas pediam silêncio, chiavam, reclamavam e, quanto mais isso acontecia, pior ficava. "Outro dia, no Minas Shopping, foi a mesma coisa." dizia ela, sentindo-se ultrajada em ser criticada pelo seu comportamento. Vejam só que absurdo. As reclamações continuaram e lá veio ela com a sua justificativa injustificável: "Eu paguei o ingresso e tenho todo o direito de conversar"... Nessas alturas, meu sangue já estava em ebulição. E o filme, que era bem legal, acabou perdendo muito da sua graça. Então, assim que as luzes se acenderam, onde estava a mulher? Todos olharam em sua direção e ela já tinha saído. Naturalmente, um pouco antes do final. E daí para o filme?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Numa outra oportunidade, algo parecido aconteceu. Estava assistindo "A Fuga das Galinhas", uma animação em massa de modelagem muito bem feita. A trama, pra quem não viu, é muito interessante e capaz de envolver tanto adultos quanto crianças. Quando fui ao cinema, querendo evitar um pouco o público infantil, escolhi à última sessão no Shopping Cidade (não venha me dizer que o problema era o perfil do público, afinal, não viu o caso anterior?). Até logo depois do início do filme, havia poucas pessoas na sala. Mas a tranquilidade foi-se embora com a chegada de um bando pirralhos. Como se estivessem em sala de aula, eles se sentaram na última fila gritando, conversando e nem dando bola pro filme. Junto com eles estava um rapaz que, em vez de orientar, sentia-se o professor. Mais um ponto contra o Cinema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso me faz pensar: por que não trazem o lanterninha de volta? Além de criar novos empregos, tenho certeza de que as pessoas ficariam mais civilizadas. Se não desse resultado, aí sim poderíamos tentar soluções alternativas, como trocar a lanterninha por um fuzil AR15 com mira laser. E com sinalizador também, é claro, para não atrapalhar o filme. Outra idéia seria instalar um botão eject nas poltronas de cidadãos indesejáveis. Ou então, quem sabe, transformá-las logo numa cadeira elétrica. Aí sim, o programa ficaria emocionante. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-109655716322799070?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/109655716322799070/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=109655716322799070' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109655716322799070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109655716322799070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/09/volta-do-lanterninha.html' title='A volta do lanterninha'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-109605862548826319</id><published>2004-09-24T13:41:00.000-07:00</published><updated>2004-09-24T13:43:45.486-07:00</updated><title type='text'>Casamento é para sempre</title><content type='html'>Esse texto eu fiz especialmente para minha esposa. Dia 25/09, completaremos 5 anos de casamento (e no fim do ano, 10 anos de namoro). Amor, que o  nosso relacionamento continue sendo cada vez melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASAMENTO É PARA SEMPRE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sempre ter &lt;br /&gt;do que se encantar.&lt;br /&gt;Para se alegrar&lt;br /&gt;com o que vier.&lt;br /&gt;Para se plantar,&lt;br /&gt;ter o que colher.&lt;br /&gt;Para sempre dar,&lt;br /&gt;para receber.&lt;br /&gt;Para perdoar,&lt;br /&gt;para se aprender.&lt;br /&gt;Para se escutar,&lt;br /&gt;para se entender.&lt;br /&gt;Sempre se encontrar,&lt;br /&gt;nunca se perder.&lt;br /&gt;Para despertar&lt;br /&gt;e adormecer.&lt;br /&gt;Para namorar&lt;br /&gt;e fazer nascer.&lt;br /&gt;Para sempre amar,&lt;br /&gt;quanto mais viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-109605862548826319?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/109605862548826319/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=109605862548826319' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109605862548826319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109605862548826319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/09/casamento-para-sempre.html' title='Casamento é para sempre'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-109569646712386362</id><published>2004-09-20T09:00:00.000-07:00</published><updated>2004-09-20T09:07:47.123-07:00</updated><title type='text'>O COMPLÔ</title><content type='html'>- Pai.&lt;br /&gt;- Que foi, filho?&lt;br /&gt;- A partir desse mês, minha mesada vai ser dobrada, tá?&lt;br /&gt;- Hã? Como assim?&lt;br /&gt;- Dobrada ué. O senhor vai me dar duas vezes o dinheiro que eu ganhava.&lt;br /&gt;- Quê isso, menino? Que brincadeira é essa?&lt;br /&gt;- Num é brincadeira não, pai. Tá tudo certinho. Eu, o Juninho e a Pati já combinamos.&lt;br /&gt;- Os três? Então agora é assim? Os filhos definem a mesada, os pais pagam e pronto?&lt;br /&gt;- Isso, você entendeu.&lt;br /&gt;- Sei. E ninguém me pergunta antes se pode? Aposto que também não falaram nada com a sua mãe, né?&lt;br /&gt;- Pra quê, pai? A gente fez uma votação e nós três achamos que tinha que ter esse aumento. Demogracia não é assim?&lt;br /&gt;- Democracia, menino. E de onde você tirou essa idéia?&lt;br /&gt;- Vi na televisão, ué. Outro dia não mostrou os deputados combinando de aumentar o salário deles?&lt;br /&gt;- É… mas o que é que isso tem a ver?&lt;br /&gt;- Ah, pai. Se eles podem, a gente também pode.&lt;br /&gt;- Nada disso, que coisa absurda! Daqui a pouco vocês vão querer auxílio-merenda, auxílio-uniforme, auxílio-videogame, verba adicional pra passeio no parque, lanchonete, cinema e por aí vai.&lt;br /&gt;- Pô, pai! Boa idéia. Vou lá falar com os meninos.&lt;br /&gt;- Peraí, eu não concordei com nada disso. Não vai ter aumento nenhum de mesada. E já chega dessa conversa.&lt;br /&gt;- Ah, paiê. Ninguém reclamou dos deputados…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Escrevi esse texto no ano passado. Mas acho que vou republicá-lo em breve, substituindo "deputados" por "vereadores". Quer apostar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-109569646712386362?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/109569646712386362/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=109569646712386362' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109569646712386362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109569646712386362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/09/o-compl.html' title='O COMPLÔ'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-109534011718361274</id><published>2004-09-16T06:03:00.000-07:00</published><updated>2004-09-16T06:10:32.690-07:00</updated><title type='text'>PORQUE EU NÃO VOU FAZER CONCURSO PÚBLICO.</title><content type='html'>Foi-se o tempo em que as pessoas entravam numa empresa e faziam carreira. Meu pai foi uma delas. Começou a trabalhar num banco com apenas 14 anos de idade, se não me engano. Foi officce boy, auxiliar de escritório, assistente de não-sei-o-quê, tornou-se caixa, sub-gerente, gerente, supervisor e – ufa! – aposentou-se finalmente depois de trinta anos de serviço. Essa foi a escolha da vida dele e, se qualquer pessoa perguntar se valeu a pena, ele certamente dirá que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu sogro, por sua vez, optou por outro caminho. Fez um curso técnico e seguiu carreira na Petrobrás. Durante vários anos, trabalhou na Bacia de Campos. Eram 15 dias em campo (oops… desculpe o trocadilho) e outros 15 dias em casa. Com certeza, não foi uma vida fácil: longe dos filhos, da esposa, dos amigos. Mas se fizermos pra ele aquela mesma pergunta (eu já fiz), a resposta vai ser a mesma: valeu a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, onde é que eu quero chegar? Nas recorrentes sugestões do meu pai, minha mãe, meu sogro, minha sogra, meus tios, primos, amigos, além de alguns  intrometidos para que eu faça concurso público. Com o devido respeito a todos eles (e a você também, caro leitor), QUE SACO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que essas sugestões são frutos de boa vontade.  Mas e a minha vontade, não conta não? Para que você entenda melhor, vou explicar porquê tenho tanto "irc" desse assunto. Quem sabe pelo menos você me dá razão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequeno, gostava de desenhar (valeu, Daniel Azulay). E, antes mesmo de pensar em vestibular, meu irmão já tinha me sugerido estudar publicidade. Aquela foi a primeira boa idéia da minha futura profissão. A única coisa é que eu achava que seria diretor de arte (aquele cara que “desenha”, sabe como é?). Mas isso foi só até eu entrar num curso de desenho publicitário e sacar que o meu negócio mesmo era ser redator. Não disse antes, mas também gostava muito de escrever. Aliás, na quinta-série tinha ficado em segundo lugar num concurso de poesia da escola (o troféu tá lá em casa, num lugar qualquer). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway, o fato é que desde muito cedo eu já gostava de publicidade e tinha escolhido esse ramo. Nunca tive nenhuma dúvida. Pelo menos, até entrar para o mercado de trabalho. Só pra dar uma contextualizada, Minas Gerais não é lá um grande pólo da propaganda, embora seja um dos maiores mercados econômicos nacionais. Sem me aprofundar muito nesse assunto, a situação aqui (como também em São Paulo, Rio e no resto do Brasil) não está das melhores. E isso já faz um bom tempo. Consequência: do ponto de vista dos profissionais, está muito difícil se manter e, principalmente, ter uma expectativa de longo prazo atuando nessa área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escolhi não sair de Belo Horizonte, ao contrário da maioria dos redatores e diretores de arte daqui, que sonham em receber uma proposta para pular fora, fazer o nome e depois voltar por cima, tive que arcar com as consequências. Aí é que entra a história dos concursos públicos. Toda vez que eu começo a reclamar, dizendo que pretendo mudar um pouco de rumo, aparece alguém pra me dizer: “Por que você não faz o concurso do TRE? Ou da Petrobrás? Ou do Tribunal de Contas?” E por aí vai. Só que ninguém pergunta se eu mesmo já não tenho alguma coisa em mente. Eu tenho, pô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser por idealismo, ou até por imaturidade (se for, saberei no futuro). A questão é que não vou fazer concurso público. Pelo menos agora. Ponto final. E sabe porquê? Porque eu gosto de atuar em comunicação. Amo. É uma escolha que pra mim compensa bastante. Eu adoro escrever, ter idéias, desenvolver essas idéias e ver que elas estão dando certo. Se/quando eu tiver realmente que escolher outra coisa, ninguém fará isso por mim. Primeiro, porque sou eu quem vai largar tudo e partir pra outro emprego completamente diferente. Segundo, porque esses concursos não têm nada a ver comigo. Não me vejo de jeito nenhum bancando o araponga na Polícia Federal, ou então conferindo urnas numa repartição do TRE. E terceiro, porque ainda tenho várias outras escolhas que compensam, dentro (ou mais perto, pelo menos) daquilo que eu gosto de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escolho trabalhar em alguma coisa que me dê satisfação (mesmo que ela não seja plena), porque o trabalho ocupa a maior parte do meu dia. E se esse trabaho não me preencher, minha vida será um saco vazio. Agora, a razão mais importante de todas: eu faço essa escolha, porque quero me sentir bem comigo mesmo. Porque eu quero chegar em casa e ficar bem com minha família. Sem pensar que é só por causa dela que estou em algum emprego maldito, que eu detesto, mas que me dá mais segurança e uma grana boa no fim do mês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que eu não vou ter uma carreira, como meu pai e meu sogro. Especialmente trabalhando em propaganda. Mas o que me importa, o que acredito e o que escolho é isso: trabalhar em alguma coisa que me realize, porque só assim a minha felicidade e a felicidade da minha família também poderão se realizar. Entendeu agora porque é que eu não vou fazer concurso público?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-109534011718361274?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/109534011718361274/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=109534011718361274' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109534011718361274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109534011718361274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/09/porque-eu-no-vou-fazer-concurso-pblico.html' title='PORQUE EU NÃO VOU FAZER CONCURSO PÚBLICO.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-109482712593217855</id><published>2004-09-10T07:37:00.000-07:00</published><updated>2004-09-10T07:38:45.933-07:00</updated><title type='text'>Bom dia.</title><content type='html'>Esse texto eu fiz para minha primeira filha, quando ela tinha lá pelos seus 5 ou 6 meses. Daqui a pouco vou ter que escrever mais um: logo, logo outro neném vem por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOM DIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrem-se os olhinhos inchadinhos de sono. Esticam-se os bracinhos, tentando alcançar o inalcançável. Misturam-se pernas, braços, pescoço. Um bebê bolinha aninhando-se na manta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge uma mãozinha no protetor do berço. Ouve-se um bom dia enrolado. Um chamado carinhoso, numa língua que ainda se descobre. Aparece mais uma mãozinha. Dedinhos pequeninos que se firmam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rostinho curioso, um sorriso. E o sol nasce.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-109482712593217855?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/109482712593217855/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=109482712593217855' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109482712593217855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109482712593217855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/09/bom-dia.html' title='Bom dia.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-109449882758280176</id><published>2004-09-06T13:24:00.000-07:00</published><updated>2004-09-06T12:27:07.583-07:00</updated><title type='text'>Do outro lado do lápis.</title><content type='html'>Do lado de cá estou eu.&lt;br /&gt;Na ponta de lá, ainda não sei.&lt;br /&gt;Depende mais de mim ou mais dele? Ou dela, sei lá…&lt;br /&gt;Onde está minha história?&lt;br /&gt;Cadê meus personagens?&lt;br /&gt;Quem é que vai aparecer no papel? Ou na tela, sei lá…&lt;br /&gt;Um herói, um profeta, um carrasco, o quê?&lt;br /&gt;E de onde ele (ou ela, sei lá…) vem? Pra onde vai?&lt;br /&gt;Pra fazer o quê? Por quê? Como? Quando?&lt;br /&gt;Eu não sei.&lt;br /&gt;Só sei que detesto esse negócio de tema livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-109449882758280176?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/109449882758280176/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=109449882758280176' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109449882758280176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109449882758280176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/09/do-outro-lado-do-lpis.html' title='Do outro lado do lápis.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-109422072849288180</id><published>2004-09-03T07:06:00.000-07:00</published><updated>2004-09-03T07:12:08.493-07:00</updated><title type='text'>Ah se pra tudo na vida tivesse um mídia.</title><content type='html'>Quem trabalha com propaganda sabe a importância do profissional de mídia (para quem não trabalha, é ele quem seleciona os melhores horários, programas, dias, locais, enfim, é o mídia quem escolhe a melhor hora e o melhor lugar para se fazer uma divulgação). Por isso, existe uma data específica para se homenagear esse profissional no mercado da propaganda, o dia 21 de junho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto abaixo foi a homenagem que eu fiz para duas mídias muito legais com quem tive a oportunidade de trabalhar: a Renata e a Tininha. Um abração para elas e também para os outros mídias do mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AH SE PRA TUDO NA VIDA TIVESSE UM MÍDIA.&lt;br /&gt;Ah, se pra tudo na vida tivesse um mídia…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine só: você conseguiria sempre a melhor vaga para o seu carro, ocuparia o melhor lugar da mesa na hora do jantar, ninguém se sentaria na cadeira em frente à sua no cinema. Você seria sempre o primeiro da fila, assistiria aos shows no camarote vip, teria um lugar de honra nos estádios, presenciaria os grandes acontecimentos bem de pertinho. Sua janela faria vista para o mar e o seu quintal ficaria nas montanhas.  Nenhum chato viajaria do seu lado. Nenhum amigo ficaria longe por muito tempo. O próprio tempo seria muito mais útil e você saberia direitinho o que fazer e quando fazer. Se pra tudo na vida tivesse um mídia, a gente aprenderia o que ele já sabe, melhor do que ninguém: que é preciso calcular bem nossos esforços para ocupar o lugar certo, na hora certa. Esse é o melhor caminho para se encontrar a felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-109422072849288180?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/109422072849288180/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=109422072849288180' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109422072849288180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109422072849288180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/09/ah-se-pra-tudo-na-vida-tivesse-um-mdia.html' title='Ah se pra tudo na vida tivesse um mídia.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-109405992817979472</id><published>2004-09-01T10:30:00.000-07:00</published><updated>2004-09-01T10:32:08.180-07:00</updated><title type='text'>A sorte não acontece por acaso.</title><content type='html'>Sorte e acaso são sinônimos no papel. Mas na prática são duas coisas diferentes. Apenas parecidas. Acaso é o imponderável. É simplesmente uma coincidência de situações que levam a um determinado fato. Você não espera que ele aconteça e, se acontecer, sua vida pode mudar para melhor, pior, ou continuar na mesma. Por exemplo: você encontra uma nota de 100 reais na rua. Mero acaso: você passava naquela rua, naquele instante, quando olhou para baixo e viu o dinheiro que alguém perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas isso é sorte”, você vai discordar. Não é. Explico porquê: a sorte está ligada à bem-aventurança, à fortuna (não só financeira). Por isso, quando ela acontece, “amacia” nossa vida. Como o acaso, você também não a espera. A grande diferença é que você a procura. Sonha com ela. Deseja que aconteça. Você não anda vasculhando as ruas atrás de dinheiro. Mas sonha, por exemplo, em ganhar na loteria. Espera receber uma boa proposta de emprego. Deseja reencontrar uma pessoa querida que há tempos você não vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, aprendi uma definição perfeita do que é sorte: “é quando a preparação encontra a oportunidade.” Existe uma parcela de acaso nesse conceito? Sim. Mas isso não é tudo. A outra metade depende de você. Não adianta acertar os números da megasena acumulada, se você não enfrentar a fila da loteria para registrar a aposta. Não adianta pintar a vaga para o trabalho, se você não estiver pronto para agarrá-la. E nem adianta você encontrar a pessoa que procura, se na hora H você não souber o que dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí dá para tirar uma dedução muito importante. Em vez de ficar só reclamando da vida e deixar as mudanças por conta do acaso, a gente tem é que correr atrás da sorte. É ela que provoca as grandes transformações. Isso significa que não podemos ficar acomodados. Ao invés disso, precisamos pensar, planejar e agir em direção àquilo que pretendemos. Isso se chama ter um projeto de vida. Lembra daquele velho ditado popular “Deus ajuda a quem cedo madruga”? Pois é. “A voz do povo é a voz de Deus.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guarde isso na memória e no seu coração. E esteja sempre preparado para ser uma pessoa sortuda. Afinal, a sorte não ajuda quem está parado. Ela só dá um empurrãozinho para quem já está caminhando.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-109405992817979472?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/109405992817979472/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=109405992817979472' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109405992817979472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109405992817979472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/09/sorte-no-acontece-por-acaso.html' title='A sorte não acontece por acaso.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-109395833976057608</id><published>2004-08-31T06:18:00.000-07:00</published><updated>2004-08-31T06:18:59.760-07:00</updated><title type='text'>Branco</title><content type='html'>Segura seu pensamento que ele voa.&lt;br /&gt;Pensamento é pássaro, paixão e fogo.&lt;br /&gt;Antes que você pense, ele se apaga&lt;br /&gt;e logo se incendeia em outro assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamento, em um segundo,&lt;br /&gt;dá uma volta no mundo.&lt;br /&gt;E o que todo mundo pensa,&lt;br /&gt;de repente passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa o sentimento,&lt;br /&gt;passa o momento,&lt;br /&gt;passa o próprio pensamento.&lt;br /&gt;Não fica nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-109395833976057608?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/109395833976057608/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=109395833976057608' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109395833976057608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109395833976057608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/08/branco.html' title='Branco'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-109386941333377093</id><published>2004-08-30T05:36:00.000-07:00</published><updated>2004-08-30T07:35:55.146-07:00</updated><title type='text'>Ainda bem.</title><content type='html'>Ainda bem que ainda tem gente com a coragem de enfrentar desafios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente que não vê o tamanho do muro, vê só os raios de sol querendo despontar do outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom que ainda tem gente desejando e querendo mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente que reclama, que incomoda enquanto os outros se acomodam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera que mais gente fosse assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mais gente acreditasse nos seus sonhos, em vez de ficar dormindo acordado e sem vontade de sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem dera se cada um fizesse um pouco, quando poucos é que fazem tanto, por tantos que não fazem nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que a noite é escura demais para que se ouse sair na rua?&lt;br /&gt;A palidez das lâmpadas é melhor do que o brilho das estrelas?&lt;br /&gt;Vale a pena a gente ficar trancado dentro da gente mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom que ainda tem alguém gritando sozinho lá fora, chamando a gente pra sair da mesmice. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom que esse alguém resolveu insistir, mesmo sendo chamado de chato.&lt;br /&gt;Porque chato mesmo será, se ninguém se importar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que ainda tem gente com a coragem de sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-109386941333377093?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/109386941333377093/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=109386941333377093' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109386941333377093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109386941333377093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/08/ainda-bem.html' title='Ainda bem.'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8102259.post-109363485919360253</id><published>2004-08-27T12:24:00.000-07:00</published><updated>2004-08-27T12:27:39.193-07:00</updated><title type='text'>Telemarketing de Cemitério</title><content type='html'>Outro dia recebi uma ligação de telemarketing (mais uma) e comecei a pensar sobre os malabarismos que os atendentes têm que fazer pra conseguir falar com o cliente. Aliás, é desse ponto de vista que eu me coloco, quando ligam pra minha casa no horário do almoço. Nem sempre consigo almoçar em casa, mas quando dá, fica difíci dividir a atenção entre um suculento filé com fritas e a ligação de uma empresa sei-lá-quem, tentando me vender sei-lá-o-quê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que muitas vezes os atendentes não têm o mínimo preparo. Não interagem com o cliente. Simplesmente iniciam um monólogo. Assim que você atende, eles fazem uma breve apresentação e perguntam se podem dispor de apenas um precioso minuto de sua atenção. Mentira deslavada, é claro, mas como o Globo Esporte está no intervalo mesmo, tudo bem. Só que aí é como se a gente desse o tiro de partida pra uma prova de 100metros rasos. O atendente quebra qualquer recorde e dispara a falar do produto, das vantagens, do preço super especial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você até tenta desclassificar o camarada: olha, infelizmente...  só que ele se julga fera também nos 100m com barreiras: Mas espere! Não é só isso!   E lá vai de novo com mais blá-blá-blá. Enquanto isso você já perdeu os gols do seu time, o vexame da seleção, a desculpa esfarrapada do Luxa, ao mesmo tempo em que seu bife está esfriando e as batatas fritas murchando. Finalmente você se livra e volta pra mesa. Mas antes que possa se sentar, toca o telefone de novo. Ai meu Deus! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALÔ! Nesse momento sua voz já é bem diferente. Tipo Barry White acordando de ressaca. É um outro operador de telemaketing. Pensa que ele se assusta? Que nada. A bola da vez é um cartão de crédito classe A A TOP TOP SUPER SUPER. Uau! Pra mim? O atendente até que se anima. Mas aí você joga o balde de água fria. Mais fria, só sua comida. Olha, infelizmente eu já possuo dois cartões de crédito...  Internacionais? Claro. Sem limite de crédito? Essa pergunta até que inibe, mas como o limite mesmo é o bolso, melhor cortar o mal pela raíz. Fica para uma outra oportunidade.  Você também joga um blá-blá-blá e dessa vez tenta almoçar até um pouco mais feliz, afinal acaba de esnobar o cartão de quem não precisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ring-ring-ring... O telefone é insistente demais. Agora um telemarketing que até assusta você: promoção do cemitério Bosque da Esperança. Caso verídico. A pessoa começa a falar e você vai percebendo que a coisa é séria. Tipo "pensar no futuro", "ter tranquilidade". Parece até que estou falando com um espírito. É isso, um testemunhal de quem conhece o produto. Nem dou o tiro de partida. No momento não estou interessado. Quem  sabe mais tarde?  Bem mais tarde, tomara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que na minha opinião, tanto de cliente quanto de publicitário, alguns tipos de produtos e serviços não devem ser abordados desta forma. Venda de jazigos (o próprio nome já assusta, credo!) definitivamente é um deles. Existem outras mídias, outros meios de se chegar a uma pessoa sem invadir tanto a sua intimidade pra falar de um assunto que é, no mínimo, perturbador. Nesses casos, acho que não se deve ser tão agressivo. Pode-se despertar a consciência do público para o tema, mas deixar com que ele tome a iniciativa da compra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Promoção do Bosque da Esperança? Pensei. O que será que eles davam? Túmulo de luxo com frigobar e ar condicionado? Compre um túmulo de solteiro e leve um de casal? Pague um e leve dois? Metade agora e a outra só no além? Irrrrr.... finalmente voltei para o meu bife, que agora tinha todo aquele estilo James Bond. Duro, frio e com nervos de aço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8102259-109363485919360253?l=jeremiasboob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/feeds/109363485919360253/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8102259&amp;postID=109363485919360253' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109363485919360253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8102259/posts/default/109363485919360253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeremiasboob.blogspot.com/2004/08/telemarketing-de-cemitrio.html' title='Telemarketing de Cemitério'/><author><name>Daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17499428588269161449</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
